matheusperdido
terça-feira, 8 de setembro de 2015
segunda-feira, 21 de abril de 2014
E chega o momento em que ser alternativo já lhe parece comum demais e então só lhe resta ser você próprio
Ontem após uma conversa com um amigo
que me contava como encontrou a profissão (tatuador) que ama, fiquei pensando
em muitas coisas e decidi postar aqui.
Você pode não se lembrar, mas eu
tenho isso bem guardado na minha memória de infância: fazer compras no
supermercado quando eu era garoto, era
bem mais fácil! Lembro-me da prateleira de biscoito. Naquela época era bem
fácil escolher um biscoito; chocolate, morango, maisena ou água e sal.
Essa memória me veio a tona quando
fui ao supermercado e fiquei atordoado com tantas opções: dezenas de sabores,
light, com fibra, gutem free, sem açúcar, orgânico, tamanho família, farinha
especial, com pedaços de frutas. É uma infinidade de marcas, tamanhos,
funcionalidades e sabores que nos deixa estáticos um bom tempo na frente da
prateleira tentando decifrar e decidir qual levar para casa.
Tudo está assim, inclusive a escolha
da sua carreira profissional. Pergunte para seus avós e provavelmente eles vão
dizer: “Na minha época você tinha as seguintes opções: advogado, médico,
engenheiro, militar ou padre. Ah, e claro, concurso para o Banco do Brasil. Eu
decidi ser engenheiro e trabalhei 30 anos (anos, não meses) na mesma empresa.”
Esse cenário mudou.
Um desses caras da Google, diz que 60% das profissões existentes nos
próximos 10 anos ainda não foram inventadas. Sabe o que vem pela frente? engenheiro de impressora 3D, arquitetos de
realidade aumentada, gestores de lixo eletrônico, agricultores urbanos,
especialistas em educação social.
Considere também as várias profissões que
deixarão de existir.
Você pode até achar isso exagerado ou
duvidoso mas o fato é que assim como você fica parado na frente da prateleira
do supermercado para escolher um biscoito, isso também ocorre com a sua
carreira profissional. A quantidade de possibilidades e escolhas literalmente
nos paralisa! Mas ter escolhas não é bom? É ótimo! É um dos privilégios de
viver no século XXI. Imagine que na Idade Média seu destino era definido pelo
nascimento. Até a nobreza tinha suas limitações: o primogênito tinha que cuidar
do reino e o caçula virava padre.
OK, todas essas
possibilidades são maravilhosas mas você continua parado na frente da gôndola
em dúvida se pega o Trakinas light ou a edição especial chocolate suíço. Por
que? Essa infinidade de escolhas gera consequências importantes na nossa vida
cotidiana que poucos tem consciência.
Os efeitos do
excesso de escolhas que temos hoje gera conseqüências:, e a insatisfação com a
escolha. Acabamos menos satisfeitos com o resultado da escolha do que
ficaríamos se tivéssemos menos opções. Imaginamos que poderíamos ter feito uma
escolha melhor, por isso lamentamos a decisão tomada e, assim, nos sentimos
infelizes. O fato de ter escolhido o biscoito de morango com pedaços de
fruta e ter deixado na prateleira outras 200 possibilidades nos deixa ansiosos
e infelizes: “Mas será que a edição limitada de frutas do inverno Alpino não
seria mais gostosa?”.
Isso acontece o tempo inteiro e
também com nossas carreiras: mudo de emprego ou continuo aqui? Será que começo
uma nova faculdade e mudo de carreira? Está na hora de empreender? Devo ir para
uma empresa pequena para ter mais autonomia? Faço um mochilão pelo mundo para
abrir novas possibilidade ou continuo nesse emprego juntando grana para comprar
um apartamento?
1- Limitar nossas opções
Isso pode ser fácil para a compra de
um biscoito: “Vou na marca mais barata, afinal é tudo farinha ou no tipo light
pois estou de dieta”, mas para definir o rumo de sua vida isso é um pouco mais
difícil, mas bem mais divertido também, acredite. Para entendermos quais opções
queremos considerar em nossas vidas precisamos nos conhecer, o mais fundo que
conseguirmos, um processo sem fim porem muito prazeroso. Enquanto você ficar
exposto aos desejos externos e ouvidos tapados para a voz interior, você fará
as escolhas que os outros querem que você faça e você vai acabar vivendo a vida
que os outros querem que você viva. E esses outros são muitos! Da sua família
até o novela da Globo que vai ditar o que você compra ou como se comporta.
Uma vez li a seguinte frase: “a forma
de arrependimento mais emocionalmente corrosiva ocorre quando deixamos de agir
em relação a algo que é profundamente importante para nós.” Você sabe o que é
importante para você? Teste rápido para saber o quanto você se conhece: Você
sabe nomear o seu primeiro valor? Se um amigo te ligar porque pensou em você
para resolver um grande desafio, que desafio seria esse? Como você se visualiza
daqui a vinte anos em termos de conhecimento, reconhecimento e bens materiais?
Que atividade te faz sentir que o tempo passou rápido?
Essas perguntas exigem que dediquemos
um tempo de qualidade para respondê-las. Saber as respostas te ajudarão a ter mais
controle da sua vida, saber os elementos que a tornam gratificante e limitar
sua opções.
É natural que ao
fazer isso, várias opções surjam. Acredito que o segredo é escolher e focar em uma delas. Isso não significa que
você vai ter que fazer isso pelo resto da vida, sempre é possível mudar e
recomeçar. Mas se você tentar fazer várias coisas ao mesmo tempo, acabará não
fazendo nenhuma delas direito.
2- Controlar nossas expectativas
Temos que controlar nossas
expectativas. Assim podemos evitar boa parte da angústia e da perda de tempo
que surge com o número excessivo de escolhas.
Aqui fica evidente a importância do
auto-conhecimento, mas para te convencer disso, quero que você conheça o que os
psicólogos chamam de “cadeia hedonista”: à medida que enriquecemos e acumulamos
mais posses materiais, nossas expectativas aumentam, por isso trabalhamos ainda
mais para ganhar dinheiro a fim de comprar mais bens de consumo e aumentar
nosso bem-estar, mas em seguida nossas expectativas aumentam novamente em um
processo sem fim. Alguém consegue perceber essa cadeia funcionando no consumo
de celulares? O problema é que os estudos mostram que a cadeia hedonista não
contribui para uma vida mais feliz, pelo contrário, pode aumentar seus níveis
de stress e ansiedade.
Comece hoje, busque
entender seus valores, talentos, paixões e sonhos para reduzir suas escolhas e
manter suas expectativas na medida certa para a vida que você deseja viver.
“Se
existe algo a se temer no mundo, é viver de forma a ter motivos para
arrependimentos no final.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
AUSTRÁLIA
| Australia é bem isso!! |
Chegando ao aeroporto de Sydney estava com aquele medo de
sempre de passar na imigração, eu não tinha passagem de saída do país, seguro
saúde, acomodação agendada e apenas 300 dólares, mas passei numa boa, a senhora
não me perguntou nada apenas carimbou meu passaporte, ufa tinha começado bem.
Depois de entrar fui me informar a melhor maneira de chegar ao bairro Newtown,
local indicado pelo meu parceiro Wellington, descobri que uma van era a opção
mais eficiente e claro, barata, me deixou no endereço que eu pedi, porem o
backpacker não tinha nenhuma vaga disponível, tinha dois caras com cara de
backpackers do lado de fora, perguntei onde tinha outro hostel e me indicaram o
Billabong gardens, uns 500 m a frente. Este só tinha vaga para o dia seguinte,
como estava bem de cansado, convenci a recepcionista a me deixar na sala de TV
a primeira noite e no dia seguinte faria o check-in, tomei banho dei uma volta
ao redor do hostel, bairro bem diferente, vi uma menina com a camiseta escrito “keep
Newtown weird” gente de todo tipo, restaurantes especializados em comida do
mundo todo, bem perto do centro porem com uma cara de gueto.
| Newtown tem grafite e artistas de rua por toda parte. |
Dia 09, era um domingo.
Acordei e fui andar pela cidade, passei o dia todo
caminhando e visitando lugares diferentes,
a cidade é muito limpa, organizada,
tem pessoas de todos os cantos do mundo pra todo lado, depois de quatro meses
no Brasil, estava com saudade de escutar diversos idiomas no mesmo ambiente. A
cidade é muito boa para o transporte coletivo, ônibus, trem, metro em toda a
cidade, e bicicletas, SIM são muito respeitadas no transito, tem seu espaço
garantido em todo lugar, estacionamento para elas, tem a preferência por toda
parte, e são muitas, muitos bikes urbanas, bike de ciclismo, elétricas, estão
por todo lado.
Uma cidade realmente para chocar em infraestrutura, todas as
calçadas são regulares, todas tem rampa para cadeirantes, faixa de pedestre (as
quais são respeitadas), parques enormes e verdes por todo lado.
no central
parque, tem uma hípica publica ou seja, todos podem praticar o que tem vontade,
nos locais onde é permitido passear com os cachorros existe um dispenser ao
lado das lixeiras com sacolas plásticas para que os donos recolham os dejetos
do seus animaizinhos.
Estava acontecendo um evento da Volks Wagen para celebrar
o inicio do outono, estava cheio de atletas de rugby, kricket entre outros,
tinham gincanas para a criançada, claro tudo gratuito.
10/03
Liguei em casa pela primeira vez, usando o wi-fi de um
supermercado ( que diferença, primeira vez que sai de casa, levei cerca de 45
dias para poder comprar um cartão e telefonar pra casa, mas foi o que fiz com
meu primeiro salário na Nova Zelândia, paguei o aluguel, mercado, comprei um
pacote de biscoito de chocolate, 6 bananas e um cartão telefônico para ligar
pra casa, ver meus pais no Skype levou mais de quatro meses)
Fui visitar o opera house, Harbour bridge entre outros
pontos turísticos,
| tirei foto só por ser de um artista maori (uma onda) |
bonito, mas nada demais alem de paisagens artificiais, na
volta passei por alguns parques onde tinha pessoas lendo, tomando sol, em um
perto deles, perto de uma universidade, tinha muitos estudantes, lendo, fazendo
trabalho estudando não sei, fazendo suas atividades ao lado de fora em um local
publico, sem medo de ser assaltado ou sem medo do que as outras pessoas vão
pensar de você que está em um parque simplesmente lendo um livro, desejo muito
ver isso no meu país um dia.
Sydney é também tem favelas, um pouco diferente das nossas no Brasil mas tem.
Dia 16/03
Um domingo, como é o negocio da família, a filha caçula foi
trabalhar e eu sai mais cedo, trabalhar por hora é assim.
| um parque em Sydney |
Comprei minha passagem de trem para a GoldCost, o
valor é bem parecido ao do avião, porem nunca fiz uma viagem nesse tipo de
trem, é desses estilo Europa, como meu ciclo de amizade que viaja vai a Europa
ou é original de algum lugar por ali, resolvi aproveitar e conhecer, talvez uma
estupidez pois são 15 horas de viagem.
22/03
Supostamente deveria acordar cedo e pegar o trem as 07:11
(engraçado como os horários aqui funcionam, são sempre respeitados) porem por
volta das 12pm do dia anterior, lembrei que não tinha retirado minha mala do
store room (tenho uma mala apenas com jaquetas, botas e sapatilhas de bike, que
serão usadas apenas na NZ), esperei um Frances que mora no hostel e trabalha na
laundry chegar do trabalho para perguntar se ele tinha a chave e nada, acordei
um canadense de outro quarto e ele também não tinha a chave, era impossível
entrar no store room antes das 8:15, estava na merda, perdia o trem, deixava a
mala ali e seria obrigado a voltar em Sydney?? Tentei ligar para a empresa de
trem para saber se era possível trocar a passagem e estava fechados, só
atendiam o telefone depois das 6:30. Acordei cedo e fui caminhando até a
estação, consegui trocar a para as 14:36 uma multa de AU$ 5,50 nada demais,
porem chegaria na GoldCost as 4:46 da madrugada. Durante a viagem, sim belas
paisagens, bastante verde, cruzei varias cidadezinhas charmosas e muitas com
nada de especial (pela janela do trem). Tinham três passageiros bêbedos e
incomodando os demais, o pessoal do trem chamou a atenção uma vez, na segunda
eles continuaram não respeitando, os funcionários não tiveram duvidas, pararam
e os policiais estavam esperando para tomar providencias.
![]() |
| a foto não é minha, mas foi o que vi ao descer do ônibus.... |
23/03
Cheguei na estação de ônibus (pois a ultima hora e meia são
de ônibus não de trem) na madrugada, no horário marcado, olhei a região e tinha
um hostel bem atrás de mim, fui a recepção estavam todos os quartos cheios
(ainda bem) deixei as mochilas no store room e fui para estação de ônibus
esperar o horário do check-in, fui ver o sol nascer como e voltei as 6 da manha (pois sabia que era o
horário que trocam os turnos) perguntei se poderia ficar no living até meu
check-in, ele disse que sim, por volta das 8 começou a chegar hospedes e me
disseram que eu não poderia dormir ali, estava impossível me manter acordado,
me deixaram ir para a sala de TV onde dormi até umas 10h, acordei e fui andar
pela cidade
![]() |
| foto roubada da net(tirada do sky tower, um prédio alto que os turistas pagam 70 dólares pra ir ao terraço. |
Este prédio mais alto pode parecer legal, mas não é, ele faz sombra no mar tornando a água gelada, e estar na praia na sombra de um arranha céu.... na minha opinião acaba o clima de praia e tira todo o charme...
A cidade é linda (se não pensar em um cidade costeira), prédios super altos e espelhados por todo lado,
hotéis de luxo, lojas de rua do tipo Louis Viton, Cartier entre outras grifes,
turistas de toda parte do mundo, carros de luxo e etc..
Fui a praia e ali fiquei por um tempo, até encontrar
Stefano, um italiano que conheci em Sydney, ficamos na praia e depois fomos ao
apartamento do amigo dele, fomos
encontrar Emili (belga que conhecemos em Sydney) e um amigo dele, Simon um inglês,
que estava aparentemente fora do seu habitat, ok. Voltamos a praia,
quando percebi que o louco não tinha chinelos e não ficou descalço, deu uma
desculpa que os chinelos lhe causavam bolhas... cada um pro seu canto pra tomar
banho e ir atrás de batatas (como os italianos usam dizer que vão pra balada
atrás de mulher), ao nos reencontrarmos, o Simon estava completamente rosado,
com todas as marcas da camiseta regata. O bar estava bem cheio, afinal 3
dólares a cerveja e 2 o steak.
Combinamos de ir a Rain Florest, um parque nacional a 40 km
de Surfers Paradaises para aproveitar que o Simon tinha uma van e o Emilio
estava vivendo com ele. Eu fiz toda a mochila e deixei na casa do Stefano, pois
íamos dormir na van no parque, nos encontramos, compramos comida para passar o
dia, o doido dirigia super mal e em cruzamento um carro desses SUV bateu em
nossa porta lateral, fomos à oficina e fim de passeio que nem sequer começou, o
Simon ficou triste e se mandou pra Brisbane, Emilio ficou em Surferes, fomos os
três a praia e começamos a pensar seriamente em encontrar trabalho.
Todo o dia odiando a Austrália, lugar
nada demais, eu estava achando tudo parecido com Maresias, Guarujá e cidades
como estas no Brasil, a noite é bem parecido com esses filminhos em Las Vegas, Cancun entre outros lugares onde as pessoas vão com o intuito de ficar muito louco. Pensei muito e
decidi comprar uma passagem pra Queenstown no dia 29.
Torcida para ter uma entrada tranquila na imigração.
28/03
Fui a praia mais uma vez, fiz nada o dia todo e noite tomar
cerveja na casa do Stefano e depois em um PUB.
Fui para Austrália não em busca de um turismo, no sentido de
conhecer a cidades, pontos turísticos e etc, mas com a intenção de tirar uma
duvida pessoal se era parecido com a NZ, ver o estilo de vida que os
australianos e imigrantes levam, e na verdade não gostei. Não tem como falar
mal do país em questões de organização, transporte público (ônibus e trens em
todos os lugares que precisa respeitando o horário, limpos, sem super
lotações), acessibilade, desigualdade social, existe, porem não na mesma
proporção que estamos acostumados no Brasil, porem os pobres, muitas vezes são
pobres por preguiça, pois trabalho bem remunerado tem para todos, e muitos por
drogas, por ali tem muita mesmo.
Gold Coast, eu realmente não gostei, é a típica cidade dos
filmes estúpidos americanos, lugar onde os australianos e turistas de toda
parte do mundo vão para fazer festa e usar drogas, encontra limosines, rolls
royce e carros de luxo pra todo lado, não cruza uma esquina sem dar de cara com
um carro esporte, a população é praticamente regida em um quartel, todos são
tatuado, bombado e usam as mesmas roupas, as mulheres sempre com pinta de
putas. Todos vão aos pubs e clubes diariamente, restaurantes fast-food, casa
de beibadas é o que mais tem. As praias para muitos gostos podem ser bonitas,
porem todas tem casas na areia ou prédios e arranha céus por toda a orla,
respeito com o meio ambiente aqui é bem baixo. Os grandes hotéis de luxo estão
todos por ali na orla.
O legal dos países desenvolvidos é a baixa desigualdade
social, eu estava hospedado em um hostel uma quadra da praia e uma quadra do
Hilton hotel e Hard Rock Café, por AU$20,00 por noite.
terça-feira, 8 de abril de 2014
TAILÂNDIA
Dia 09/09
Passei o dia todo e toda a trip na Thai com a Naty, uma amiga que morou comigo na Nova Zelândia todo o dia andando por
Bangkok pois nosso ônibus para Koh Phi Phi era as 20h, na cidade nada demais,
selva de pedras, caótica, shoppings e cafés por toda a parte. Pegamos o ônibus
para Koh Phi Phi, mais 18h de estrada, porem na Tailândia os ônibus são novos,
estradas de pista única, algo até seguro, o ônibus para em lugares apropriados,
lembram bem o nosso Graal.
Depois mais umas 3 horas de ferry
até Phi Phi, mas vale muito a pena, lugar mágico, cores lindas, rochas com
formatos incríveis.
A praia principal é linda, e durante a noite, a maré abaixa
e fica apenas areia e todo o lixo dos turistas mal educados. Todas as noites
tem festinhas eletrônicas nas praias, com gringos bêbados, muita droga e
pessoal fazendo os malabarismos de fogo. A Tailândia é a nova Ibiza então se não procurar os lugares certos, vai se sentir nos filmes estilo "american pie" entre outros desse estilo que você assiste uma cena e já sabe a origem. Turistas norte americanos são a grande maioria nos locais de fácil acesso da Tailândia.
Dia 10/09
Tailândia é o país mais
caro do sudeste asiático
Durante a noite a Naty começou a se sentir muito mal, estava com febre, fui
a farmácia e fiz algumas mímicas para dizer que precisava de remédios para
febre, por ali onde se vive de turismo, é demais esperar que eles saibam a palavra febre
em inglês, alias, esteja sempre preparado para fazer mímicas para tudo, inglês
na Ásia e nada, tem o mesmo significado. No inicio é engraçado pensar que alguém vive de turismo e não fala inglês, depois de uns dias começa a ficar cansado, nessa altura eu já entrava, falava com as palavras chave e pronto.
11/09
Fomos fazer um Snokering Tour e
vizitar a Maya Bay, lugar onde foi gravado o filme “A Praia” tudo muito lindo
mesmo
| barco de turista |
porem bem cheio de turistas, ainda não tem cheiro de óleo e não se vê
tanta sujeira na água. A Na não teve forças para ir a Maya Bay pois estava se
sentindo muito mal, eu só fui mesmo dar uma espiada para ficar com ela, o lugar
é lindo mesmo, tudo que se vê nas fotos é verdade.
Ao chegar no hotel, ela estava
ardendo em febre, não sabia mais o que fazer, estava com medo pois tem muita
dengue e malaria na região. Liguei pra minha mãe para saber o que fazer, mãe
esta sempre ali pra ajudar, também liguei pro seguro dela no Uruguai e agendei
um medico em Koh Tao, ilha que íamos no próximo dia.
12/10
Chegamos em Koh Tao, uma ilha
irada, e bem grande, a Na estava bem melhor, e no dia seguinte, alugamos uma
motinha 150cc dessas trail e fomos as praias mais longes e de difícil acesso,
foi demais, conhecemos lugares lindos
Naty adorou andar de moto, fomos a
Mango Bay no norte da ilha, bem difícil acesso mais valeu muito a pena.
Curtimos uns 4 dias em Koh Tao
Koh Tal é mundialmente conhecido por mergulhos, uma vida marinha muito rica, e bons preços pra quem tem interesse em fazer um curso de mergulho.
Creio que dia 17 fomos para Koh Pan Gan,conhecemos
tudo na ilha, em uns dois dias e desfrutamos muito
é nesta ilha que acontece a famosa Full Moon Party, festinha bem
legal, encontramos uns uruguaios amigos da Naty e fomos para festa, curtimos
muito mesmo.
Uma ótima experiencia em Koh Pan Gan foi ver esse grupo.
Dia 20/09
Acordei ainda meio aéreo pois
tinha que pegar o ferry as 8 da manhã, não podia perder o único ônibus para
Bangkok, pois minha passagem para o
Brasil era as 3 horas da madrugada. Passei o dia todo viajando, cheguei em
Bangkok, tomei banho, jantei e parti pro aeroporto. Dessa vez tudo certinho
neste aeroporto, tudo perfeito no voo.
domingo, 6 de abril de 2014
CAMBOJA
25/09
acordamos em Siem Reap fomos tomar café em um lugar super
bonito, com pessoas bem arrumadas pois estávamos merecendo tudo de melhor
depois daquele ônibus, ao perceber que o pessoal não falava inglês, pedimos pão
com queijo, pão com manteiga e café com leite, o que chegou foi: café preto,
chá, linguiça, um patê que ainda não sei o que era, pepino ralado e uma carne
de porco laranjada, comemos o que foi possível depois um achocolatado desses de
caixinha que encontrei em uma loja de conveniência. Conhecemos toda a cidade
com bikes alugadas e depois passamos o final da tarde com chuva na piscina do
hotel. A noite fomos jantar, com Orad e Blake, um israelense e um americano que
conhecemos na piscina, provei o Amok Fish, dica da Jasminie, um peixe ensopado
com leite de coco e curry, bem gostoso. Logo fomos a PUB Street fazer farra.
26/09
Acordei cedo e fui com Orad
conhecer a famosa Angkok,
antiga civilização você tem as opções de ir, um, dois
ou três dias de visita, são muitos templos mesmo, nos decidimos por apenas um
dia (20 dólares) minha opinião que não sou ligado nessas coisas é o suficiente,
chegamos por volta das 9h, o primeiro templo é lindo, de ficar de boca aberta,
o segundo também, quando vai ao terceiro já pensa, parece o segundo que parece
com o primeiro e assim por diante, mas isso é pessoal, conheci um diretor de
cinema de Barcelona que disse três dias não foram o suficiente.
eu queria ver o
por do sol, pra isso por volta das 14h fui tomar cerveja. Um dos templos foi
filmado o filme Tomb Rider, ao lado de fora os locais ficam gritando “tombiii
ridii, angelini juliiii”.
Eu como sempre me encantei com a
criançada, um menino vendendo postais e uma turma de meninas de bicicleta.
Na área dos templos encontra-se restaurantes, souvenir e macaquinhos por todos os lados.
como existem os macaquinhos que divertem os turistas, logo aparecem os locais vendendo frutas para os turistas darem aos macacos.
Durante a noite, fomos para a PUB
Street, outra vez jantar e tomar cerveja, eu Anna dividimos um prato premiado
por alguns anos, tinha carne de cobra, jacaré, sapo, vegetais e noodles.
Entramos em um bar onde tinha caipirinha, o pessoal veio feliz me mostrar,
chamaram o garçom e disseram que pediriam uma pra cada se eu o brasileiro
pudesse fazer, ele disse sim na hora, eu já tava no ar fui todo feliz, fiz
caipirinha pra todo mundo!!!
27/09
Estávamos todos de ressaca, fomos
tomar um café bem reforçado e depois tentar visitar um Float Market, depois de uma hora de tuk tuk, chegamos ao
local onde queriam US$ 17 pelo boat ou US$ 9 com desconto, obvio que não
pagamos, 9 dólares na Ásia é uma fortuna, demos umas voltas por ali, conhecemos
um vilarejo bem pobre.
![]() |
| as crianças adoram se ver na tela das maquinhas fotográficas. |
Na volta, tinham umas crianças jogando queimada (apenas
eu conhecia o jogo)
e também uma barraquinha de churrasquinho de sapo, a Evelyn levantou um saco sem ver que estava cheio de sapos e levou um susto.
Ao voltar pro hotel, fiquei na piscina com Orad e Anna até começar a
chover... fomos tomas as ultimas cervejas pois a meia noite
eu e Orad tínhamos que partir para Pehnon-Phem, dessa vez era um ônibus bem
confortável, apesar de não ter banheiro, o que eu já não me incomodava, pois eu
estava treinado a urinar nas garrafas de água.
28/09
Chegamos em Pehnon-Phem as 7:30,
ao chegar no hostel percebi que não tinha mais meu Ipod, não sei se perdi, se
me furtaram enquanto eu dormia, o que é muito comum nestes locais.
Logo pela manhã
conhecemos Sarah e Carol, uma de Barcelona e outra Uruguaia, fomos juntos
visitar os killed Fields, lugar bem cinza, muito triste mesmo, mas se esta no
Camboja e gosta de historia, tem que ir.
A noite, fomos jantar, jogar sinuca,
tomar cerveja e depois a 51 Street, local onde ficam os PUBs, escolhemos um que
não estava cheio porem com bandas ao vivo de musica muito boa, conheci uma
francesa que estava em missão pela Uniceff.
29/09
Fui checar as antigas prisões e
onde eles torturavam os prisioneiros, lugar horrível, ainda existe sangue no
chão, me senti muito mal mesmo e talvez também porque estava lendo um livro
sobre a guerra do Camboja ( first they killed my father), passei o restante do
dia perambulando pela cidade.
No entardecer, conheci um homem da Palestina que
vive em Kuala Lumpur e estava ali para conhecer melhor pois tinha planos de
abrir uma fábrica de roupas na cidade, pois sabia que os salários ali são muito
baixos, cerca de 100-120 dólares mensais.
30/09
O Orad tinha ido embora e eu
estava começando a ficar com dor de garganta, por isso decidi ir para Kampot (uma
cidade bem calma, quase não frequentada por turistas, supostamente eram apenas
3h de ônibus o que na real foram 5:30. Ao descer do ônibus encontrei dois
casais de franceses com quem dividi o tuk tuk até uma guest house chamada
kepmandou, lugar bem legal, de frente para o mar e no pé das montanhas, os
franceses estavam no Camboja estudando e trabalhando, um programa da
universidade deles. Fui com os franceses a um parque nacional a 2 km do hotel.
Encontramos uma pista de skate no meio do nada e um local andando
super bem com skates e equipamentos de proteção bem precários, uma australiana
estava filmando –o para um trabalho de universidade.
Encontramos dois coroas, donos de um hotel na região com quem
fomos a uma escola local onde todos falam Frances e ensinam tênis para as crianças, neste dias elas
receberam um tenista australiano chamado PatCash que jogou com elas, distribuiu
autógrafos e tirou fotos.
31/09
Lazy-day, passei o dia todo lendo
e falei com o pessoal em casa via skype,
fui caminhar pela praia e ver o por do sol que foi lindo como sempre.
O pessoal mais velho dessa cidade pensam que todos que não são do Camboja são francese e falam francês com vc, não adianta dizer que não esta entendendo, porem são bem simpáticos, tomei café com este senhor abaixo.
É essa cidade, Kampot onde pega um
barco para atravessar para a Rabbit Island, não pude ir pois a maré estava
cheia.
01/09
Ônibus pela “manhã” que obviamente
atrasou, assim perdi o ferry para ir para Koh Hang, tive de brigar com o
motorista, com a ajuda da mulher de uma agencia de turismo como tradutora,
pegar o celular do motorista, ligar pro chefe dele (que me vendeu a passagem e
o ticket do ferry), os famosos “asian business”, peguei meu dinheiro e fui
embora, fiquei no primeiro lugar que encontrei, um horror, o verdadeiro
pulgueiro por três dólares a noite. Fui conhecer Sihanowille, afinal tinha uma
noite ali, fui jantar e conheci um Holandês doido e como sempre, muito bem
educado, voltei pro “hostel” e conheci dois russos falidos,bêbados e drogados (palavra deles próprios),
resolvi me mandar dali e usar a internet em algum lugar, para minha surpresa a
Anna estava online e em Sihanowille, nos encontramos e fomos a um PUB.
02/09 KOH RANG
Koh Rang, os turistas chamam de
Koh Rang Island, mas Koh já significa ilha na língua local e na tailandesa,
nesta ilha é gravado um realit-show Frances chamado Surviver, pra mim ela foi
um paraíso, cheguei e me instalei em um “hotel” que pensava ser o mesmo da
Carol e da Sarah, as meninas que conheci em Pehnon-Phem, não era o mesmo mas
era ao lado, a dona do local queria 8 dólares na diária para duas pessoas,
disse que estava muito caro que eu era brasileiro e não americano, ela baixou
para US$ 5,00. Deixei minhas coisas e fui para praia, no caminho encontrei as
meninas, que me apresentaram para duas argentinas gente finíssima. Fiquei na praia com elas até a hora delas pegarem o ferry para ir embora, fui no píer me despedir da Sarah e a Anna desceu, foi hilário, cumprimentei e voltei para praia com as argentinas, conhecemos mais alguns chilenos, depois de tanto tempo sem encontrar latinos, me senti em casa.
Durante a noite, fomos toda a latinada e a turma nova da Anna jantar e
tomar algo, o restaurante era legal, porem você ordena uma comida X e depois de
40 minutos chega uma Y totalmente diferente mas já esta com tanta fome que come
o que vier é assim todas as noites, o pessoal dali é bem divagar, não se
estressa com nada, uma ilha sem moto, eletricidade por gerador apenas entre 18
e 22 horas, muito legal mesmo, eu fui bem mal educado com a Anna, porem estava
com saudades dos latinos, saudades de falar em espanhol.
Na manha seguinte,
acordamos e era uma data especial para os budistas, tomamos café com o dono do
hotel, na verdade não foi bem café mas sim cerveja com um frango super
apimentado e alguns vegetais, comemos afinal, era importante pra eles. Durante
a tarde as argentinas sacanearam tanto a Anna e as amigas que todas sumiram.
Ali fiquei até dia 07 com as argentinas, Ignacio e Javieira, um casal de
chilenos super engraçados. Hoje temos um grupo no facebook entre os latinos da
ilha maldita, nome que demos pois não tínhamos vontade de ir embora.
Conhecemos um casal de gays, um de
Barcelona e outro da Romênia, uma certa noite os casamos, sim, eles disseram
que já moravam juntos mas que nunca tinha se casado por que queriam algo mais espontâneo, Vicu, a argentina deu a
ideia de fazer a cerimônia naquela noite, escrevemos um texto, e fomos a um
restaurante 5 estrelas (segundo os donos), fizemos a cerimônia e ficamos
bebendo até tarde.
Essa ilha é também conhecida por
uns plânctons fluorescentes, que se pode ver durante a noite, perecido com os
do filme “a vida de Pi”uma pelotudes como dizem as argentinas.
Todas as tardes serenavam, então
ficávamos no hotel das meninas, comprávamos biscoito e ficávamos tomando café
com leite toda a tarde, o dono era Han Hang, um senhor super magro e simpático,
dávamos biscoitos para ele e ele adorava.
Pessoal dessa ilha era muito legal
mesmo, eu como fiquei mas que o normal dos turistas que passam um ou dois dias,
conheci muitos locais, um final de tarde chegando no hotel o dono me perguntou
se eu gostava de peixe pois ele ia cozinhar pra mim, mandou o filho buscar
cerveja e ficamos ali, comendo peixe assado, arroz, e cerveja, comi muito pois
eles gostam de fartura, essa ilha foi realmente sensacional, as fotos não são
as melhores mas os sentimentos e experiências foram demais.
Tinha de ir embora de Koh Rang,
obviamente, não comprei o bilhete para Bangkok antecipado, chegando em
Sihanolwile não tinha passagem, corri todas as agencias embaixo de chuva, sem
sorte, fiquei esperando o horário do ônibus para tentar a sorte com o
motorista. Consegui comprar a passagem do amigo de um passageiro que estava
doente e não ia poder ir, a passagem dele era para Hanói- Vietnã, porem todos
os ônibus subiam pra Pehnon-Phem onde dividia a galera entre os que iam para
Hanói, Bangkok e os que ali ficavam, me saiu dois dólares mais caro. Entre
ônibus, fronteira e van, foram 24 horas. O trânsito de Bangkok é um horror.
A Naty, chegou por volta das duas
da madrugada, eu estava dormindo e acordei meio sem querer.
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