domingo, 6 de abril de 2014

CAMBOJA

25/09
acordamos em Siem Reap fomos tomar café em um lugar super bonito, com pessoas bem arrumadas pois estávamos merecendo tudo de melhor depois daquele ônibus, ao perceber que o pessoal não falava inglês, pedimos pão com queijo, pão com manteiga e café com leite, o que chegou foi: café preto, chá, linguiça, um patê que ainda não sei o que era, pepino ralado e uma carne de porco laranjada, comemos o que foi possível depois um achocolatado desses de caixinha que encontrei em uma loja de conveniência. Conhecemos toda a cidade com bikes alugadas e depois passamos o final da tarde com chuva na piscina do hotel. A noite fomos jantar, com Orad e Blake, um israelense e um americano que conhecemos na piscina, provei o Amok Fish, dica da Jasminie, um peixe ensopado com leite de coco e curry, bem gostoso. Logo fomos a PUB Street fazer farra.

26/09
Acordei cedo e fui com Orad conhecer a famosa Angkok,

 antiga civilização você tem as opções de ir, um, dois ou três dias de visita, são muitos templos mesmo, nos decidimos por apenas um dia (20 dólares) minha opinião que não sou ligado nessas coisas é o suficiente, chegamos por volta das 9h, o primeiro templo é lindo, de ficar de boca aberta, o segundo também, quando vai ao terceiro já pensa, parece o segundo que parece com o primeiro e assim por diante, mas isso é pessoal, conheci um diretor de cinema de Barcelona que disse três dias não foram o suficiente.




 eu queria ver o por do sol, pra isso por volta das 14h fui tomar cerveja. Um dos templos foi filmado o filme Tomb Rider, ao lado de fora os locais ficam gritando “tombiii ridii, angelini juliiii”.



Eu como sempre me encantei com a criançada, um menino vendendo postais e uma turma de meninas de bicicleta.

Na área dos templos encontra-se restaurantes, souvenir e macaquinhos por todos os lados.

como existem os macaquinhos que divertem os turistas, logo aparecem os locais vendendo frutas para os turistas darem aos macacos.

Durante a noite, fomos para a PUB Street, outra vez jantar e tomar cerveja, eu Anna dividimos um prato premiado por alguns anos, tinha carne de cobra, jacaré, sapo, vegetais e noodles.

Em Siem Reap, se diverte bastante nos PUBs e até com o menu dos bares e restaurantes.





 Entramos em um bar onde tinha caipirinha, o pessoal veio feliz me mostrar, chamaram o garçom e disseram que pediriam uma pra cada se eu o brasileiro pudesse fazer, ele disse sim na hora, eu já tava no ar fui todo feliz, fiz caipirinha pra todo mundo!!!
27/09
Estávamos todos de ressaca, fomos tomar um café bem reforçado e depois tentar visitar um Float Market,  depois de uma hora de tuk tuk, chegamos ao local onde queriam US$ 17 pelo boat ou US$ 9 com desconto, obvio que não pagamos, 9 dólares na Ásia é uma fortuna, demos umas voltas por ali, conhecemos um vilarejo bem pobre. 





as crianças adoram se ver na tela das maquinhas fotográficas.
Na volta, tinham umas crianças jogando queimada (apenas eu conhecia o jogo)


 e também uma barraquinha de churrasquinho de sapo, a Evelyn levantou um saco sem ver que estava cheio de sapos e levou um susto. 

Ao voltar pro hotel, fiquei na piscina com Orad e Anna até começar a chover...  fomos  tomas as ultimas cervejas pois a meia noite eu e Orad tínhamos que partir para Pehnon-Phem, dessa vez era um ônibus bem confortável, apesar de não ter banheiro, o que eu já não me incomodava, pois eu estava treinado a urinar nas garrafas de água.

28/09
Chegamos em Pehnon-Phem as 7:30, ao chegar no hostel percebi que não tinha mais meu Ipod, não sei se perdi, se me furtaram enquanto eu dormia, o que é muito comum nestes locais.

Logo pela manhã conhecemos Sarah e Carol, uma de Barcelona e outra Uruguaia, fomos juntos visitar os killed Fields, lugar bem cinza, muito triste mesmo, mas se esta no Camboja e gosta de historia, tem que ir.


 A noite, fomos jantar, jogar sinuca, tomar cerveja e depois a 51 Street, local onde ficam os PUBs, escolhemos um que não estava cheio porem com bandas ao vivo de musica muito boa, conheci uma francesa que estava em missão pela Uniceff.


29/09
Fui checar as antigas prisões e onde eles torturavam os prisioneiros, lugar horrível, ainda existe sangue no chão, me senti muito mal mesmo e talvez também porque estava lendo um livro sobre a guerra do Camboja ( first they killed my father), passei o restante do dia perambulando pela cidade.


 No entardecer, conheci um homem da Palestina que vive em Kuala Lumpur e estava ali para conhecer melhor pois tinha planos de abrir uma fábrica de roupas na cidade, pois sabia que os salários ali são muito baixos, cerca de 100-120 dólares mensais.
30/09
O Orad tinha ido embora e eu estava começando a ficar com dor de garganta, por isso decidi ir para Kampot (uma cidade bem calma, quase não frequentada por turistas, supostamente eram apenas 3h de ônibus o que na real foram 5:30. Ao descer do ônibus encontrei dois casais de franceses com quem dividi o tuk tuk até uma guest house chamada kepmandou, lugar bem legal, de frente para o mar e no pé das montanhas, os franceses estavam no Camboja estudando e trabalhando, um programa da universidade deles. Fui com os franceses a um parque nacional a 2 km do hotel. 
Encontramos uma pista de skate no meio do nada e um local andando super bem com skates e equipamentos de proteção bem precários, uma australiana estava filmando –o para um trabalho de universidade.

Encontramos dois coroas, donos de um hotel na região com quem fomos a uma escola local onde todos falam Frances e ensinam  tênis para as crianças, neste dias elas receberam um tenista australiano chamado PatCash que jogou com elas, distribuiu autógrafos e tirou fotos.

31/09
Lazy-day, passei o dia todo lendo e falei com o pessoal em casa via skype,  fui caminhar pela praia e ver o por do sol que foi lindo como sempre.
O pessoal mais velho dessa cidade pensam que todos que não são do Camboja são francese e falam francês com vc, não adianta dizer que não esta entendendo, porem são bem simpáticos, tomei café com este senhor abaixo.

É essa cidade, Kampot onde pega um barco para atravessar para a Rabbit Island, não pude ir pois a maré estava cheia.
01/09
Ônibus pela “manhã” que obviamente atrasou, assim perdi o ferry para ir para Koh Hang, tive de brigar com o motorista, com a ajuda da mulher de uma agencia de turismo como tradutora, pegar o celular do motorista, ligar pro chefe dele (que me vendeu a passagem e o ticket do ferry), os famosos “asian business”, peguei meu dinheiro e fui embora, fiquei no primeiro lugar que encontrei, um horror, o verdadeiro pulgueiro por três dólares a noite. Fui conhecer Sihanowille, afinal tinha uma noite ali, fui jantar e conheci um Holandês doido e como sempre, muito bem educado, voltei pro “hostel” e conheci dois russos falidos,bêbados e drogados (palavra deles próprios), resolvi me mandar dali e usar a internet em algum lugar, para minha surpresa a Anna estava online e em Sihanowille, nos encontramos e fomos a um PUB.
02/09 KOH RANG
Koh Rang, os turistas chamam de Koh Rang Island, mas Koh já significa ilha na língua local e na tailandesa, nesta ilha é gravado um realit-show Frances chamado Surviver, pra mim ela foi um paraíso, cheguei e me instalei em um “hotel” que pensava ser o mesmo da Carol e da Sarah, as meninas que conheci em Pehnon-Phem, não era o mesmo mas era ao lado, a dona do local queria 8 dólares na diária para duas pessoas, disse que estava muito caro que eu era brasileiro e não americano, ela baixou para US$ 5,00. Deixei minhas coisas e fui para praia, no caminho encontrei as meninas, que me apresentaram para duas argentinas gente finíssima. Fiquei na praia com elas até a hora delas pegarem o ferry para ir embora, fui no píer me despedir da Sarah e a Anna desceu, foi hilário, cumprimentei e voltei para praia com as argentinas, conhecemos mais alguns chilenos, depois de tanto tempo  sem encontrar latinos, me senti em casa.

Durante a noite, fomos toda a latinada e a turma nova da Anna jantar e tomar algo, o restaurante era legal, porem você ordena uma comida X e depois de 40 minutos chega uma Y totalmente diferente mas já esta com tanta fome que come o que vier é assim todas as noites, o pessoal dali é bem divagar, não se estressa com nada, uma ilha sem moto, eletricidade por gerador apenas entre 18 e 22 horas, muito legal mesmo, eu fui bem mal educado com a Anna, porem estava com saudades dos latinos, saudades de falar em espanhol. 
Na manha seguinte, acordamos e era uma data especial para os budistas, tomamos café com o dono do hotel, na verdade não foi bem café mas sim cerveja com um frango super apimentado e alguns vegetais, comemos afinal, era importante pra eles. Durante a tarde as argentinas sacanearam tanto a Anna e as amigas que todas sumiram. Ali fiquei até dia 07 com as argentinas, Ignacio e Javieira, um casal de chilenos super engraçados. Hoje temos um grupo no facebook entre os latinos da ilha maldita, nome que demos pois não tínhamos vontade de ir embora.




Conhecemos um casal de gays, um de Barcelona e outro da Romênia, uma certa noite os casamos, sim, eles disseram que já moravam juntos mas que nunca tinha se casado por que queriam algo  mais espontâneo, Vicu, a argentina deu a ideia de fazer a cerimônia naquela noite, escrevemos um texto, e fomos a um restaurante 5 estrelas (segundo os donos), fizemos a cerimônia e ficamos bebendo até tarde.


Essa ilha é também conhecida por uns plânctons fluorescentes, que se pode ver durante a noite, perecido com os do filme “a vida de Pi”uma pelotudes como dizem as argentinas.
Todas as tardes serenavam, então ficávamos no hotel das meninas, comprávamos biscoito e ficávamos tomando café com leite toda a tarde, o dono era Han Hang, um senhor super magro e simpático, dávamos biscoitos para ele e ele adorava. 

Pessoal dessa ilha era muito legal mesmo, eu como fiquei mas que o normal dos turistas que passam um ou dois dias, conheci muitos locais, um final de tarde chegando no hotel o dono me perguntou se eu gostava de peixe pois ele ia cozinhar pra mim, mandou o filho buscar cerveja e ficamos ali, comendo peixe assado, arroz, e cerveja, comi muito pois eles gostam de fartura, essa ilha foi realmente sensacional, as fotos não são as melhores mas os sentimentos e experiências foram demais.


Tinha de ir embora de Koh Rang, obviamente, não comprei o bilhete para Bangkok antecipado, chegando em Sihanolwile não tinha passagem, corri todas as agencias embaixo de chuva, sem sorte, fiquei esperando o horário do ônibus para tentar a sorte com o motorista. Consegui comprar a passagem do amigo de um passageiro que estava doente e não ia poder ir, a passagem dele era para Hanói- Vietnã, porem todos os ônibus subiam pra Pehnon-Phem onde dividia a galera entre os que iam para Hanói, Bangkok e os que ali ficavam, me saiu dois dólares mais caro. Entre ônibus, fronteira e van, foram 24 horas. O trânsito de Bangkok é um horror.

A Naty, chegou por volta das duas da madrugada, eu estava dormindo e acordei meio sem querer.

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