25/09
acordamos em Siem Reap fomos tomar café em um lugar super
bonito, com pessoas bem arrumadas pois estávamos merecendo tudo de melhor
depois daquele ônibus, ao perceber que o pessoal não falava inglês, pedimos pão
com queijo, pão com manteiga e café com leite, o que chegou foi: café preto,
chá, linguiça, um patê que ainda não sei o que era, pepino ralado e uma carne
de porco laranjada, comemos o que foi possível depois um achocolatado desses de
caixinha que encontrei em uma loja de conveniência. Conhecemos toda a cidade
com bikes alugadas e depois passamos o final da tarde com chuva na piscina do
hotel. A noite fomos jantar, com Orad e Blake, um israelense e um americano que
conhecemos na piscina, provei o Amok Fish, dica da Jasminie, um peixe ensopado
com leite de coco e curry, bem gostoso. Logo fomos a PUB Street fazer farra.
26/09
Acordei cedo e fui com Orad
conhecer a famosa Angkok,
antiga civilização você tem as opções de ir, um, dois
ou três dias de visita, são muitos templos mesmo, nos decidimos por apenas um
dia (20 dólares) minha opinião que não sou ligado nessas coisas é o suficiente,
chegamos por volta das 9h, o primeiro templo é lindo, de ficar de boca aberta,
o segundo também, quando vai ao terceiro já pensa, parece o segundo que parece
com o primeiro e assim por diante, mas isso é pessoal, conheci um diretor de
cinema de Barcelona que disse três dias não foram o suficiente.
eu queria ver o
por do sol, pra isso por volta das 14h fui tomar cerveja. Um dos templos foi
filmado o filme Tomb Rider, ao lado de fora os locais ficam gritando “tombiii
ridii, angelini juliiii”.
Eu como sempre me encantei com a
criançada, um menino vendendo postais e uma turma de meninas de bicicleta.
Na área dos templos encontra-se restaurantes, souvenir e macaquinhos por todos os lados.
como existem os macaquinhos que divertem os turistas, logo aparecem os locais vendendo frutas para os turistas darem aos macacos.
Durante a noite, fomos para a PUB
Street, outra vez jantar e tomar cerveja, eu Anna dividimos um prato premiado
por alguns anos, tinha carne de cobra, jacaré, sapo, vegetais e noodles.
Entramos em um bar onde tinha caipirinha, o pessoal veio feliz me mostrar,
chamaram o garçom e disseram que pediriam uma pra cada se eu o brasileiro
pudesse fazer, ele disse sim na hora, eu já tava no ar fui todo feliz, fiz
caipirinha pra todo mundo!!!
27/09
Estávamos todos de ressaca, fomos
tomar um café bem reforçado e depois tentar visitar um Float Market, depois de uma hora de tuk tuk, chegamos ao
local onde queriam US$ 17 pelo boat ou US$ 9 com desconto, obvio que não
pagamos, 9 dólares na Ásia é uma fortuna, demos umas voltas por ali, conhecemos
um vilarejo bem pobre.
![]() |
| as crianças adoram se ver na tela das maquinhas fotográficas. |
Na volta, tinham umas crianças jogando queimada (apenas
eu conhecia o jogo)
e também uma barraquinha de churrasquinho de sapo, a Evelyn levantou um saco sem ver que estava cheio de sapos e levou um susto.
Ao voltar pro hotel, fiquei na piscina com Orad e Anna até começar a
chover... fomos tomas as ultimas cervejas pois a meia noite
eu e Orad tínhamos que partir para Pehnon-Phem, dessa vez era um ônibus bem
confortável, apesar de não ter banheiro, o que eu já não me incomodava, pois eu
estava treinado a urinar nas garrafas de água.
28/09
Chegamos em Pehnon-Phem as 7:30,
ao chegar no hostel percebi que não tinha mais meu Ipod, não sei se perdi, se
me furtaram enquanto eu dormia, o que é muito comum nestes locais.
Logo pela manhã
conhecemos Sarah e Carol, uma de Barcelona e outra Uruguaia, fomos juntos
visitar os killed Fields, lugar bem cinza, muito triste mesmo, mas se esta no
Camboja e gosta de historia, tem que ir.
A noite, fomos jantar, jogar sinuca,
tomar cerveja e depois a 51 Street, local onde ficam os PUBs, escolhemos um que
não estava cheio porem com bandas ao vivo de musica muito boa, conheci uma
francesa que estava em missão pela Uniceff.
29/09
Fui checar as antigas prisões e
onde eles torturavam os prisioneiros, lugar horrível, ainda existe sangue no
chão, me senti muito mal mesmo e talvez também porque estava lendo um livro
sobre a guerra do Camboja ( first they killed my father), passei o restante do
dia perambulando pela cidade.
No entardecer, conheci um homem da Palestina que
vive em Kuala Lumpur e estava ali para conhecer melhor pois tinha planos de
abrir uma fábrica de roupas na cidade, pois sabia que os salários ali são muito
baixos, cerca de 100-120 dólares mensais.
30/09
O Orad tinha ido embora e eu
estava começando a ficar com dor de garganta, por isso decidi ir para Kampot (uma
cidade bem calma, quase não frequentada por turistas, supostamente eram apenas
3h de ônibus o que na real foram 5:30. Ao descer do ônibus encontrei dois
casais de franceses com quem dividi o tuk tuk até uma guest house chamada
kepmandou, lugar bem legal, de frente para o mar e no pé das montanhas, os
franceses estavam no Camboja estudando e trabalhando, um programa da
universidade deles. Fui com os franceses a um parque nacional a 2 km do hotel.
Encontramos uma pista de skate no meio do nada e um local andando
super bem com skates e equipamentos de proteção bem precários, uma australiana
estava filmando –o para um trabalho de universidade.
Encontramos dois coroas, donos de um hotel na região com quem
fomos a uma escola local onde todos falam Frances e ensinam tênis para as crianças, neste dias elas
receberam um tenista australiano chamado PatCash que jogou com elas, distribuiu
autógrafos e tirou fotos.
31/09
Lazy-day, passei o dia todo lendo
e falei com o pessoal em casa via skype,
fui caminhar pela praia e ver o por do sol que foi lindo como sempre.
O pessoal mais velho dessa cidade pensam que todos que não são do Camboja são francese e falam francês com vc, não adianta dizer que não esta entendendo, porem são bem simpáticos, tomei café com este senhor abaixo.
É essa cidade, Kampot onde pega um
barco para atravessar para a Rabbit Island, não pude ir pois a maré estava
cheia.
01/09
Ônibus pela “manhã” que obviamente
atrasou, assim perdi o ferry para ir para Koh Hang, tive de brigar com o
motorista, com a ajuda da mulher de uma agencia de turismo como tradutora,
pegar o celular do motorista, ligar pro chefe dele (que me vendeu a passagem e
o ticket do ferry), os famosos “asian business”, peguei meu dinheiro e fui
embora, fiquei no primeiro lugar que encontrei, um horror, o verdadeiro
pulgueiro por três dólares a noite. Fui conhecer Sihanowille, afinal tinha uma
noite ali, fui jantar e conheci um Holandês doido e como sempre, muito bem
educado, voltei pro “hostel” e conheci dois russos falidos,bêbados e drogados (palavra deles próprios),
resolvi me mandar dali e usar a internet em algum lugar, para minha surpresa a
Anna estava online e em Sihanowille, nos encontramos e fomos a um PUB.
02/09 KOH RANG
Koh Rang, os turistas chamam de
Koh Rang Island, mas Koh já significa ilha na língua local e na tailandesa,
nesta ilha é gravado um realit-show Frances chamado Surviver, pra mim ela foi
um paraíso, cheguei e me instalei em um “hotel” que pensava ser o mesmo da
Carol e da Sarah, as meninas que conheci em Pehnon-Phem, não era o mesmo mas
era ao lado, a dona do local queria 8 dólares na diária para duas pessoas,
disse que estava muito caro que eu era brasileiro e não americano, ela baixou
para US$ 5,00. Deixei minhas coisas e fui para praia, no caminho encontrei as
meninas, que me apresentaram para duas argentinas gente finíssima. Fiquei na praia com elas até a hora delas pegarem o ferry para ir embora, fui no píer me despedir da Sarah e a Anna desceu, foi hilário, cumprimentei e voltei para praia com as argentinas, conhecemos mais alguns chilenos, depois de tanto tempo sem encontrar latinos, me senti em casa.
Durante a noite, fomos toda a latinada e a turma nova da Anna jantar e
tomar algo, o restaurante era legal, porem você ordena uma comida X e depois de
40 minutos chega uma Y totalmente diferente mas já esta com tanta fome que come
o que vier é assim todas as noites, o pessoal dali é bem divagar, não se
estressa com nada, uma ilha sem moto, eletricidade por gerador apenas entre 18
e 22 horas, muito legal mesmo, eu fui bem mal educado com a Anna, porem estava
com saudades dos latinos, saudades de falar em espanhol.
Na manha seguinte,
acordamos e era uma data especial para os budistas, tomamos café com o dono do
hotel, na verdade não foi bem café mas sim cerveja com um frango super
apimentado e alguns vegetais, comemos afinal, era importante pra eles. Durante
a tarde as argentinas sacanearam tanto a Anna e as amigas que todas sumiram.
Ali fiquei até dia 07 com as argentinas, Ignacio e Javieira, um casal de
chilenos super engraçados. Hoje temos um grupo no facebook entre os latinos da
ilha maldita, nome que demos pois não tínhamos vontade de ir embora.
Conhecemos um casal de gays, um de
Barcelona e outro da Romênia, uma certa noite os casamos, sim, eles disseram
que já moravam juntos mas que nunca tinha se casado por que queriam algo mais espontâneo, Vicu, a argentina deu a
ideia de fazer a cerimônia naquela noite, escrevemos um texto, e fomos a um
restaurante 5 estrelas (segundo os donos), fizemos a cerimônia e ficamos
bebendo até tarde.
Essa ilha é também conhecida por
uns plânctons fluorescentes, que se pode ver durante a noite, perecido com os
do filme “a vida de Pi”uma pelotudes como dizem as argentinas.
Todas as tardes serenavam, então
ficávamos no hotel das meninas, comprávamos biscoito e ficávamos tomando café
com leite toda a tarde, o dono era Han Hang, um senhor super magro e simpático,
dávamos biscoitos para ele e ele adorava.
Pessoal dessa ilha era muito legal
mesmo, eu como fiquei mas que o normal dos turistas que passam um ou dois dias,
conheci muitos locais, um final de tarde chegando no hotel o dono me perguntou
se eu gostava de peixe pois ele ia cozinhar pra mim, mandou o filho buscar
cerveja e ficamos ali, comendo peixe assado, arroz, e cerveja, comi muito pois
eles gostam de fartura, essa ilha foi realmente sensacional, as fotos não são
as melhores mas os sentimentos e experiências foram demais.
Tinha de ir embora de Koh Rang,
obviamente, não comprei o bilhete para Bangkok antecipado, chegando em
Sihanolwile não tinha passagem, corri todas as agencias embaixo de chuva, sem
sorte, fiquei esperando o horário do ônibus para tentar a sorte com o
motorista. Consegui comprar a passagem do amigo de um passageiro que estava
doente e não ia poder ir, a passagem dele era para Hanói- Vietnã, porem todos
os ônibus subiam pra Pehnon-Phem onde dividia a galera entre os que iam para
Hanói, Bangkok e os que ali ficavam, me saiu dois dólares mais caro. Entre
ônibus, fronteira e van, foram 24 horas. O trânsito de Bangkok é um horror.
A Naty, chegou por volta das duas
da madrugada, eu estava dormindo e acordei meio sem querer.















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