sábado, 5 de abril de 2014

VIETNÃ

Aeroporto... sim a comunicação ficou ainda pior, bem pior... no aeroporto não entendiam um simples how much?
Pegar o ônibus para a área dos backpackers, não foi nada simples, encontrei um hostel (bem diferente das fotos da internet), em um beco escuro, feio, com muitos moradores de rua ao redor e com muitos bares e pubs na região. Tomei banho e já conheci a galera, saímos para curtir, eu, dois “ingleses”, um nascido no Equador e outro no Marrocos e Sarah, uma louca de Barcelona. Encontramos um russo e um irlandês que sabiam tomar vodka, além de muitos outros turistas curtindo.


 Em Saigon, vende-se droga e há prostitutas por todos os lados, todos mesmo, em todas as esquinas alguém te oferece cocaína e meninas, a propaganda é sempre que são meninas novas e que se pagar, podem te arrumar uma virgem. Muitos homens entre 40 e 60 anos vão à Ásia à procura deste tipo de turismo.

Na manhã seguinte, fui visitar os túneis, visita muito interessante mesmo, os EUA realmente destruíram o país.


 Na volta paramos no meio da cidade para comer nas barraquinhas, não sabia, mais ficaria viciado em street food, fui também em um mercado, bem parecido com os mercados municipais do Brasil, comi muitas frutas novas, muitas mesmo, além de comprar 9 goiabas na saída.



 Durante a noite, algumas dicas sobre o norte do Vietnã com Aires, um grego profissional na arte de viajar, me ajudou muito.

No dia seguinte, visita a alguns museus inclusive o War Museum, lugar muito triste mesmo, saí com muita raiva dos EUA, tem partes que é necessário sair para respirar.


Comprei um ticket chamado open bus ticket, o que é basicamente uma passagem do ponto A ao B com direito a algumas paradas, você para em um ponto, aproveita o quanto quiser (1 dia, uma semana, você é quem manda) e depois pega o próximo ônibus até onde quer que seja sua próxima parada.

Cheguei em Mui-Ne por volta de 2 da madrugada e encontrei uma guest-house onde o recepcionista estava dormindo no chão... Quando acordei, chequei as agências de viagem e, como sempre essa era a pior opção, aluguei uma motinha e fui conhecer as dunas, eles chamam de Saara com água, são uns 40 km de estrada, consideradas boas.

com os nomes bem familiares, super fácil de pronunciar fica divertido



 O caminho era bem bonito e com curiosidades locais percebidas ao passar pelos vilarejos. Conheci uma família que cozinhava uma espécie de ovo frito com recheio em uma panela muito curiosa, pessoal divertido e me vendeu alguns para provar, tem sabor de ovo com farinha e carne moída sem tempero, mesmo tamanho e formato de um ovo frito



O próximo destino foi Pha Rong, entre outras cidades costeiras, que não tem nada de muito interessante. Talvez seja legal para as mulheres, pois tem lugares onde se compra vestidos de noite por 20 ou 30 dólares e, segundo as mulheres (incluindo turistas) os tecidos são bons.


Fiz algumas paradas até Hanói. Passei em uma vila onde os locais não estão acostumados a ver pessoas ocidentais, um pai me pediu pra tirar uma foto com a filha.

As pessoas em lugares não turísticos, são bem amigas.


No Vietnã tem muitos mercados estilo feira livre, as famílias tem o costume de ir todos os dias compra comida fresca, inicialmente por não ter geladeira em casa, hoje pelo mesmo motivo e também por muitos viverem do turismo ou seja, dinheiro entra diariamente.




a foto abaixo, foi por causa de um senhor que vendia água de coco e veio todo empolgado conversar comigo.

Hanói, a capital, uma cidade grande que nunca dorme, tem algumas particularidades, como o sistema elétrico.



O trânsito de um domingo a tarde é bem tranquilo.



O principal de Hanói foi ser o ponto de partida para a trip de moto, uma Honda win 100 cc ano 1996, 4 marchas e com pouco freio.


Honói para Há Giang:

Todo o dia pilotando embaixo de chuva, estradas muito perigosas, se é que pode se chamar de estrada, chegando em Há Giang, ninguém falava inglês, até que chamaram uma mulher que pensa falar, toda a vizinhança saiu na rua para ver a mulher falar, ou tentar falar em inglês. Acho que ela já sabia como explicar o caminho de um hotel, mas quando perguntei se era necessário atravessar a ponte, acabou a conversa, ela ficou nervosa e não sabia mais o que dizer, eu só perguntei para confirmar o caminho, ela começou a falar no idioma próprio, nervosa, eu desisti e pedia para repetir, ela continuava nervosa, quando perguntei o caminho do hotel outra vez, usando a mesma frase da primeira ela “soube” informar. Acho que ela escuta apenas a palavra hotel e diz o caminho, se ela estiver em outro ponto da cidade não sei o que faz.
Ao encontrar o hotel, outro desafio, negociei tudo graças ao guia que tem as frases básicas traduzidas no idioma. O hotel era bem legal mesmo, uma suíte enorme, falei com minha irmã e mãe no Skype. Adorei contar sobre a moto pra minha mãe, ela mal podia olhar a tela do computador e depois dizia: “chega meu filho, vem pra casa”.
Depois do Skype, queria comer e depois de muito procurar um lugar descente, encontrei uma espécie de garagem, apontei e pedi uma sopa qualquer, veio um macarrão instantâneo com uns pedacinho de “carne” provei e era horrível, tentei outra vez com pimenta e piorou, um rapaz ao meu lado me viu fazendo careta, ele apontava para a cabeça e fazia “muuu” não acreditei, peguei mais um pedaço, notei as linhas na carne e conclui que estava comendo cérebro de vaca.

As placas ajudam bastante.




Há Giang, Bac Me, Bac lac e Cao Bang:

Mais um dia de moto e meio de chuva, agora sim descobri o que é uma estrada perigosa, o dia todo no meio das serras, paisagens incríveis mesmo com o dia cinza.




Passei por vilas muito pobres mesmo, onde parava vinha gente me ver, eles nunca tinham visto uma pessoa branca, uma mulher me mostrou para a filha de uns dois anos, a criança começou a chorar e gritar.


 Em uma parada para comer e descansar, conheci uma senhora que não sabia uma palavra em inglês, porém uma pessoa muito agradável, ela falou várias coisas, as quais não entendi nada. Na tal venda tinha um galão de água de 20 l, eu pedi para encher minha garrafa e ela respondia algo no idioma local, óbvio eu não entendi nem meia palavra, depois me deu a água para provar, era cachaça, eu virei pensando ser água, fiz uma careta e ela chorava de dar risada, nos divertimos muito, tiramos uma foto juntos, ela adorou.


Segui para BacLac, uma vila na fronteira com a China,onde perguntaram o que tinha acontecido no meu olho, eu não sabia, olhava o espelho e nada de diferente, até que me mostraram algo verde e descobri que eles não conheciam olhos verdes.


Depois deste ponto, a viagem se tornou muito cansativa até CãoBang, onde me instalei no primeiro hotel que encontrei, ao sair do banho um doidinho bêbado bateu minha porta, com um celular na mão ligado no tradutor, conversamos via tradutor. Ele me levou para comer arroz com peixe frito e carne de porco com coco, estava uma delícia. No restaurante todos me olhavam e comentavam algo sobre mim, um moleque tentava algumas frases em inglês, sem sucesso. Me convidaram para tomar cerveja, estava pregado, agradeci e disse que queria ir pra casa. No caminho, falei pro doidinho que queria chá. Chegando no hotel sentei com toda a família para assistir TV e tomar chá (uma mistura do verde com o preto, delicioso), pessoal gente boa, me perguntaram se eu curtia o chá deles, respondi que sim e também comentei que gostava do café, não entenderam e foram comprar nescafé com leite pra mim...

Acordei no dia seguinte e segui em direção ao sul, BaBe National Park, o tempo não estava bom, paisagens bonitas, mas nada de novidades, ou na real, já estava de saco cheio de não encontrar ninguém que falasse inglês, coração mandando ir para Hanoi, foi o que fiz.


Dia 08/09/13, acordei e fui comprar o Cruise para Há-Long-Bay,optei pela opção dois dias e uma noite, dormindo no barco, paguei mais caro, porém na propaganda estava dizendo que eu tinha direito a cerveja durante toda a viagem, estava esperando festa. 

Dia 09, 4 horas até HaLong city, no ônibus conheci uma kiwi (neozelandeza) e uma inglesa, quando o ônibus chegou na marina, uma confusão separaram todo o grupo restando apenas eu e Ruth (a inglesa). O barco foi legal, apesar de não ter a cerveja grátis, "Asian business."

Há-Lon-Bay é lindo, tem paisagens fantásticas, diferente de tudo que já tinha visto, porém um grande problema, é muito turístico e turistas comuns são porcos e mal educados, por isso os pontos principais são sujos, e pode-se sentir cheiro de óleo diesel na água.



tem também uma vila flutuante, sim as pessoas vivem ali.


 O por-do-sol, um espetáculo à parte. Indescritível.


Durante a noite, eu, Ruth e uma australiana nos juntamos à tripulação no porão e comemos muita ostra, bebemos muita cachaça local (muita mesmo) e um tabaco preto em um tipo de cachimbo, senti tudo preto e fiquei tonto.

Ao chegar em Hanoí, um táxi me esperando para me levar ao ponto de ônibus, pulei dentro do táxi compartilhado onde conheci Byron, um japonês e Sophi uma francesa amiga da Paulinha (conto depois), e outros locais, sim era um carro comum com umas 8 pessoas, todos apreensivos sem entender direito o que era aquele táxi lotado, com pessoas super mal educadas que não falavam inglês.

2 comentários:

  1. Parabéns pelo blog mano!! Tá muito loko!
    Pode ter certeza que terá um leitor aqui, curioso para saber mais das suas histórias!
    Ficam aqui registradas não só suas maravilhosas histórias, suas belas fotos, mas também seus sentimentos e emoções que está vivendo nessa grande aventura.
    Seu caminho é de muita luz e evolução mlk!!
    Obrigado por compartilhar suas experiências com a gente!
    Abraçoo
    Thales

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