quinta-feira, 10 de abril de 2014

AUSTRÁLIA

Australia é bem isso!!


Chegando ao aeroporto de Sydney estava com aquele medo de sempre de passar na imigração, eu não tinha passagem de saída do país, seguro saúde, acomodação agendada e apenas 300 dólares, mas passei numa boa, a senhora não me perguntou nada apenas carimbou meu passaporte, ufa tinha começado bem. Depois de entrar fui me informar a melhor maneira de chegar ao bairro Newtown, local indicado pelo meu parceiro Wellington, descobri que uma van era a opção mais eficiente e claro, barata, me deixou no endereço que eu pedi, porem o backpacker não tinha nenhuma vaga disponível, tinha dois caras com cara de backpackers do lado de fora, perguntei onde tinha outro hostel e me indicaram o Billabong gardens, uns 500 m a frente. Este só tinha vaga para o dia seguinte, como estava bem de cansado, convenci a recepcionista a me deixar na sala de TV a primeira noite e no dia seguinte faria o check-in, tomei banho dei uma volta ao redor do hostel, bairro bem diferente, vi uma menina com a camiseta escrito “keep Newtown weird” gente de todo tipo, restaurantes especializados em comida do mundo todo, bem perto do centro porem com uma cara de gueto.
Newtown tem grafite e artistas de rua por toda parte.


Dia 09, era um domingo. 
Acordei e fui andar pela cidade, passei o dia todo caminhando e visitando lugares diferentes, 



a cidade é muito limpa, organizada, tem pessoas de todos os cantos do mundo pra todo lado, depois de quatro meses no Brasil, estava com saudade de escutar diversos idiomas no mesmo ambiente. A cidade é muito boa para o transporte coletivo, ônibus, trem, metro em toda a cidade, e bicicletas, SIM são muito respeitadas no transito, tem seu espaço garantido em todo lugar, estacionamento para elas, tem a preferência por toda parte, e são muitas, muitos bikes urbanas, bike de ciclismo, elétricas, estão por todo lado. 




Uma cidade realmente para chocar em infraestrutura, todas as calçadas são regulares, todas tem rampa para cadeirantes, faixa de pedestre (as quais são respeitadas), parques enormes e verdes por todo lado.



 no central parque, tem uma hípica publica ou seja, todos podem praticar o que tem vontade, nos locais onde é permitido passear com os cachorros existe um dispenser ao lado das lixeiras com sacolas plásticas para que os donos recolham os dejetos do seus animaizinhos. 



Estava acontecendo um evento da Volks Wagen para celebrar o inicio do outono, estava cheio de atletas de rugby, kricket entre outros, tinham gincanas para a criançada, claro tudo gratuito.


10/03

Liguei em casa pela primeira vez, usando o wi-fi de um supermercado ( que diferença, primeira vez que sai de casa, levei cerca de 45 dias para poder comprar um cartão e telefonar pra casa, mas foi o que fiz com meu primeiro salário na Nova Zelândia, paguei o aluguel, mercado, comprei um pacote de biscoito de chocolate, 6 bananas e um cartão telefônico para ligar pra casa, ver meus pais no Skype levou mais de quatro meses)


Fui visitar o opera house, Harbour bridge entre outros pontos turísticos,


tirei foto só por ser de um artista maori (uma onda)

 bonito, mas nada demais alem de paisagens artificiais, na volta passei por alguns parques onde tinha pessoas lendo, tomando sol, em um perto deles, perto de uma universidade, tinha muitos estudantes, lendo, fazendo trabalho estudando não sei, fazendo suas atividades ao lado de fora em um local publico, sem medo de ser assaltado ou sem medo do que as outras pessoas vão pensar de você que está em um parque simplesmente lendo um livro, desejo muito ver isso no meu país um dia.

Sydney é também tem favelas, um pouco diferente das nossas no Brasil mas tem.



Dia 16/03
Um domingo, como é o negocio da família, a filha caçula foi trabalhar e eu sai mais cedo, trabalhar por hora é assim.


Quando falo que muitos países tem liberdade de escolha é por experiências como esta, a Austrália não é
um país conhecido pelo baseball, porem tem sim a opção de praticar o esporte e quando recebe um jogo internacional, faz questão de mostrar em lugares públicos, com demonstrações gratuitas incentivando o esporte, seja ele qual for.

um parque em Sydney

Quando descobri que além do Opera House o prédio abaixo era um cartão postal da cidade, não tive dúvidas.....



Comprei minha passagem de trem para a GoldCost, o valor é bem parecido ao do avião, porem nunca fiz uma viagem nesse tipo de trem, é desses estilo Europa, como meu ciclo de amizade que viaja vai a Europa ou é original de algum lugar por ali, resolvi aproveitar e conhecer, talvez uma estupidez pois são 15 horas de viagem.

22/03
Supostamente deveria acordar cedo e pegar o trem as 07:11 (engraçado como os horários aqui funcionam, são sempre respeitados) porem por volta das 12pm do dia anterior, lembrei que não tinha retirado minha mala do store room (tenho uma mala apenas com jaquetas, botas e sapatilhas de bike, que serão usadas apenas na NZ), esperei um Frances que mora no hostel e trabalha na laundry chegar do trabalho para perguntar se ele tinha a chave e nada, acordei um canadense de outro quarto e ele também não tinha a chave, era impossível entrar no store room antes das 8:15, estava na merda, perdia o trem, deixava a mala ali e seria obrigado a voltar em Sydney?? Tentei ligar para a empresa de trem para saber se era possível trocar a passagem e estava fechados, só atendiam o telefone depois das 6:30. Acordei cedo e fui caminhando até a estação, consegui trocar a para as 14:36 uma multa de AU$ 5,50 nada demais, porem chegaria na GoldCost as 4:46 da madrugada. Durante a viagem, sim belas paisagens, bastante verde, cruzei varias cidadezinhas charmosas e muitas com nada de especial (pela janela do trem). Tinham três passageiros bêbedos e incomodando os demais, o pessoal do trem chamou a atenção uma vez, na segunda eles continuaram não respeitando, os funcionários não tiveram duvidas, pararam e os policiais estavam esperando para tomar providencias.

a foto não é minha, mas foi o que vi ao descer do ônibus....













23/03
Cheguei na estação de ônibus (pois a ultima hora e meia são de ônibus não de trem) na madrugada, no horário marcado,  olhei a região e tinha um hostel bem atrás de mim, fui a recepção estavam todos os quartos cheios (ainda bem) deixei as mochilas no store room e fui para estação de ônibus esperar o horário do check-in, fui ver o sol nascer como e voltei as 6 da manha (pois sabia que era o horário que trocam os turnos) perguntei se poderia ficar no living até meu check-in, ele disse que sim, por volta das 8 começou a chegar hospedes e me disseram que eu não poderia dormir ali, estava impossível me manter acordado, me deixaram ir para a sala de TV onde dormi até umas 10h, acordei e fui andar pela cidade

foto roubada da net(tirada do sky tower, um prédio alto que os turistas pagam 70 dólares pra ir ao terraço.

Este prédio mais alto pode parecer legal, mas não é, ele faz sombra no mar tornando a água gelada, e estar na praia na sombra de um arranha céu.... na minha opinião acaba o clima de praia e tira todo o charme...

A cidade é linda (se não pensar em um cidade costeira), prédios super altos e espelhados por todo lado, hotéis de luxo, lojas de rua do tipo Louis Viton, Cartier entre outras grifes, turistas de toda parte do mundo, carros de luxo e etc..
Fui a praia e ali fiquei por um tempo, até encontrar Stefano, um italiano que conheci em Sydney, ficamos na praia e depois fomos ao apartamento do amigo dele, fomos encontrar Emili (belga que conhecemos em Sydney) e um amigo dele, Simon um inglês, que estava aparentemente fora do seu habitat, ok. Voltamos a praia, quando percebi que o louco não tinha chinelos e não ficou descalço, deu uma desculpa que os chinelos lhe causavam bolhas... cada um pro seu canto pra tomar banho e ir atrás de batatas (como os italianos usam dizer que vão pra balada atrás de mulher), ao nos reencontrarmos, o Simon estava completamente rosado, com todas as marcas da camiseta regata. O bar estava bem cheio, afinal 3 dólares a cerveja e 2 o steak.


Combinamos de ir a Rain Florest, um parque nacional a 40 km de Surfers Paradaises para aproveitar que o Simon tinha uma van e o Emilio estava vivendo com ele. Eu fiz toda a mochila e deixei na casa do Stefano, pois íamos dormir na van no parque, nos encontramos, compramos comida para passar o dia, o doido dirigia super mal e em cruzamento um carro desses SUV bateu em nossa porta lateral, fomos à oficina e fim de passeio que nem sequer começou, o Simon ficou triste e se mandou pra Brisbane, Emilio ficou em Surferes, fomos os três a praia e começamos a pensar seriamente em encontrar trabalho.


Todo o dia odiando a Austrália, lugar nada demais, eu estava achando tudo parecido com Maresias, Guarujá e cidades como estas no Brasil, a noite é bem parecido com esses filminhos em Las Vegas, Cancun entre outros lugares onde as pessoas vão com o intuito de ficar muito louco. Pensei muito e decidi comprar uma passagem pra Queenstown no dia 29. Torcida para ter uma entrada tranquila na imigração.

28/03
Fui a praia mais uma vez, fiz nada o dia todo e noite tomar cerveja na casa do Stefano e depois em um PUB.



Fui para Austrália não em busca de um turismo, no sentido de conhecer a cidades, pontos turísticos e etc, mas com a intenção de tirar uma duvida pessoal se era parecido com a NZ, ver o estilo de vida que os australianos e imigrantes levam, e na verdade não gostei. Não tem como falar mal do país em questões de organização, transporte público (ônibus e trens em todos os lugares que precisa respeitando o horário, limpos, sem super lotações), acessibilade, desigualdade social, existe, porem não na mesma proporção que estamos acostumados no Brasil, porem os pobres, muitas vezes são pobres por preguiça, pois trabalho bem remunerado tem para todos, e muitos por drogas, por ali tem muita mesmo.
Gold Coast, eu realmente não gostei, é a típica cidade dos filmes estúpidos americanos, lugar onde os australianos e turistas de toda parte do mundo vão para fazer festa e usar drogas, encontra limosines, rolls royce e carros de luxo pra todo lado, não cruza uma esquina sem dar de cara com um carro esporte, a população é praticamente regida em um quartel, todos são tatuado, bombado e usam as mesmas roupas, as mulheres sempre com pinta de putas. Todos vão aos pubs e clubes diariamente, restaurantes fast-food, casa de beibadas é o que mais tem. As praias para muitos gostos podem ser bonitas, porem todas tem casas na areia ou prédios e arranha céus por toda a orla, respeito com o meio ambiente aqui é bem baixo. Os grandes hotéis de luxo estão todos por ali na orla.

O legal dos países desenvolvidos é a baixa desigualdade social, eu estava hospedado em um hostel uma quadra da praia e uma quadra do Hilton hotel e Hard Rock Café, por AU$20,00 por noite.


3 comentários:

  1. Carros padrão, estilos padrão, pensamentos padronizados e pessoas com medo de parecerem muito diferentes.Tudo o que você adora! Hahaha
    Fez bem em vazar!

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    1. hahahhaah
      exato brother....
      ai chego na NZ tudo diferente, andando nas ruas de Queenstown vc encontra pessoas super bem arrumadas, outras largadas,artistas de rua, galera q apenas curte fazer um som ai aproveita pra deixar o chapéu e recolher umas moedas, galera andando de skate, slackline, bike, ferrari estacionada ao lado de um carro velho 1987, van grafitada, trucks 4x4 e o q mais vc imaginar no mesmo ambiente sem nunca ser olhado de maneira superior ou mesmo diferente, aki o diferente é normal.

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  2. Nao eh a toa que tu curte esse pico ne...
    Agir de acordo com sua vontade...e nao para impressionar ou agradar alguem!
    Que isso se espalhe pelo mundo!

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