Ônibus para o Laos:
Caminho bem longo e cansativo, fui com Byron e o japa nos
últimos bancos, na parte debaixo onde mal podia beber água pois os acentos
superiores eram muito próximos, entre ônibus e fronteira, foram 27 longas
horas. Atravessar a fronteira não foi
nada divertido, pois eu e Byron não tínhamos dinheiro suficiente, os ATMs não
estavam funcionando, os funcionários da fronteira como sempre não falavam
inglês, estava chovendo muito... nada divertido, mas o japinha salvou nossas
vidas emprestando dólares americanos para pagar o visto.
Chegando em Vientiane, tomamos um tuk tuk com uma galera até
chegar na área dos hostels.
Entrando no quarto do hostel, me deparo com um
desenho do Fernando Pessoa e um frase dele: A “loucura que é mais sã que a
feita delas”, obviamente,tirei uma foto e enviei para minha mãe (professora de
português e literatura), na cabeça vem logo os pensamentos, toda essa
dificuldade mais ela tava ali ao meu lado o tempo todo...
Saímos os três para jantar, tomar umas cervejas e rir de
tudo que passamos antes de dormir uma ótima noite de sono.
Vientiane
Lugar bem legal, depois do Vietnã, deu uma impressão de ser
super organizado e limpo. Eu e Byron alugamos bicicletas e fomos conhecer todos
os pontos indicados nos guias, como sempre as bikes ajudaram muito, fomos a
todos os pontos turísticos e museus em um só dia, e ao mesmo tempo nos
divertindo pedalando pelo trânsito local.
fechamos o dia com um por do sol
espetacular, em um templo dourado, que refletia a cor dos raios solares, um
espetáculo, e ainda de brinde umas nuvens com uma formação bem singular.
Depois
do sunset, fomos a um night-market jantar, comemos como ogros, um frango assado
inteiro, muita salada e 5 tipos de linguiça, estávamos passando mal de tão
cheios, mas fomos comprar a sobremesa, um tipo de gelatina ou sagu, não sei bem
o que era, porem comemos tudo.
Vang Vieng,:
Eu e Byron pegamos um ônibus para Vang Vieng, cidade
conhecida pelo “tubing”, uma festa que acontece todos os dias começa em um
bar a margem de um rio e vai se deslocando ao longo do rio com boias de câmera
de ar de caminhão e parando nos bares, atualmente são três bares, eram 25 mas muitas
pessoas morreram por isso diminuíram o numero de paradas.
Nos instalamos no Jonhys guest house, o melhor!!
Chegamos na cidade por volta das 19h, me lembro pois estava
todo mundo bêbado, voltando do tubing, conhecemos um pessoal e fomos todos comer um dos melhores sanduíches da minha vida, em uma
carrocinha na esquina da guest house, existem varias carrocinhas, todas com o
mesmo menu, mas esta era especial, sem duvidas a melhor, o casal q fazia os
sanduíches, o mais simpáticos e amigáveis.
Fomos logo pra balada, muito boa as festas em Vang Vieng, na
manhã seguinte fomos visitar uma caverna e a blue lagun, uma parte do rio onde
se forma um poço bem fundo e dependendo da estação do ano, ele fica bem azul,
encantando os turistas, tem também uma arvore
bem alta onde se pode subir e saltar e ainda uma corda para balançar e
cair na água, vale muito a pena a vizita.
no Laos, se encontra algumas sinalizações bem singulares
Durante a tarde, fomos para o tubing, ou no nosso estilo,
free tubing, pois não alugamos as boias,
creio que foi uma boa escolha pois conhecemos mais gente assim, fizemos
muita bagunça nos bares, me diverti e diverti a galera. O primeiro bar tem
campo de areia para futebol e vôlei, uma cesta de basquete e um pau bem alto
que se alguém conseguir escalar ganha um drink, cada um tem uma atração.
No dia seguinte, caminhei por toda a cidade e como estava chovendo, nos restou
ir para o tubing outra vez, no segundo bar, tinha um barranquinho que
fiz muita lama com a mangueira e me jogava escorregando, a galera adorou e fez
o mesmo, depois de todo sujo de barro ia jogar basquete e abraçava a mulherada
as sujando todas fiz guerra no barro com todo mundo, fiz uma galera rolar no
barro, foi muito divertido, galera delirou, escutava eles dizendo fuck crazy
brazilian... como estava sem boia, fui
com uma doida e perdi a ultima entrada, não sabia que tinha uma galera nos
seguindo que também perderam a saída, tivemos todos que caminhar um pouco até
encontrar um tuk tuk que nos deixasse no centro.
Fomos os quatro (eu, Byron, Dee e Jane) para cachoeira, Byron caiu de moto com a
Dee, cachoeira linda, um pouco longe, mas vale muito a pena ir, como sempre,
lugares naturais purificam a alma. Fomos almoçar em um lugar bem legal, comida
deliciosa, chicken salad Laos, chegando a gest house fomos tomar cerveja outra
vez
.
18/09
Eu e Byron fomos escalar com a Cia central climb pessoal bem
legal e com equipamentos adequados, o instrutor era o Tom, gente fina. Fomos a
um lugar lindo.
Vang Vieng é considerado um dos melhores lugares do mundo para
escalada em rochas, esporte fantástico, cheguei ao fim em quase todas as vias (que me foram apresentadas),
faltando a ultima a qual tentei duas vezes, mais já estava sem força, senti
músculos que não sabia existir.
Na volta fomos tomar banho de rio para
refrescar, suco de frutas e um jantar admirando o por do sol após a chuva, um
show a parte.
No inicio da noite, encontrei Janne e Dee, tomamos algumas
cervejas, eu e Janne começamos a discutir por opiniões opostas sobre homossexualidade e
drogas, por volta das 23h fui dormir.
Ao acordar no dia 19/09 descobri que as 12:45 a policia
chegou no bar onde estávamos e enquadrou o pessoal com um baseado, apreenderam
três passaportes das cinco pessoas que estavam na mesa, a policia no sudeste
asiático é muito corrupta, sempre tira vantagem dos turistas que são vistos
como ricos, por volta das 11 h decidiram pagar 5.000.000 kips cerca de 750
dólares por pessoa para pegar os passaportes
e não ter de assinar nenhum B.O.
Eu já tinha acordado decidido a descer para Si Phan Don
(cidade que vai para four thousand islands), conversei bastante com os donos da
guest house, quando fiz meu check-out, me deram uma camiseta e me disseram que
não me conheciam muito bem mais que me amavam,
certas experiências em viagens vividas com pessoas que você mal conhece
realmente não tem preço, vou guardar aquela camiseta por muito tempo.
No ônibus a caminho de Vientiane não consegui conversar com
Byron, sabia q ia me despedir... como foi bom conhecer aquele moleque, ótimo
coração. Na rodoviária, ele teve de saltar no tuk tuk e eu correr para checar
minhas passagens.
Todos tuk tuks queriam 100.000kip para me levar a rodoviária
correta (os vendedores nunca te informar corretamente ou vendem a passagem certa), parei um senhor de caminhonete que me levou de graça, no caminho
passamos por um lugar onde tinha uma caminhonete com um louco com o rosto
coberto com a camiseta e outro exibindo uma metralhadora, fiquei bem abaixado. Chegando a rodoviária, peguei um ônibus para Pakse e outro para Si
Phan Don, 15 h entre espera e os ônibus, até chega no píer para pegar o "barco" para Don Det.
Na travessia conheci três meninas uma era a Anna (USA), dividimos
o bangalow e curtimos toda tarde e noite juntos, por do sol em um bar as
margens do rio Mekong, com algumas cervejas, Anna, uma jamaicana e uma belga,
muito boa a companhia das meninas..
Eu e Anna acordamos bem cedo e
fomos encontrar dois doidos de Barcelona para alugar bikes e ir explorar a
ilha. Curtimos muito o passeio de bicicleta, visitar as corredeiras do Mekong,
a tríplice fronteira entre Laos, Camboja e Tailândia, nessa área, pode tomar um
barquinho e ir ver os golfinhos de água doce, as meninas foram, eu e George
ficamos tomando cerveja
, para pagar a conta da cerveja, o barco das meninas e a
corrupção (pois os golfinhos estão no lado do Camboja, sendo assim tem de pagar
dois dólares por pessoa para ver os golfinhos) foi bem complicado, o pessoal
do bar não entendia a conta, não sabiam nos dar o troco e obvio, não falavam
nada de inglês, fizemos a conta no chão de terra, mas eles continuaram sem
entender, foi ai que me dei conta que eles tem outro alfabeto, de um lado da
nota, tem o nosso alfabeto, do outro tem o deles, sendo assim tivemos que
procurar os números q precisávamos, trocar pelo símbolo deles e ai sim mostrar
o resultado da conta, ufa, isso tudo por algo inferior a 10 dólares, mas no
final é engraçado.
Almoçamos e na volta pra casa, Marta parou para comprar umas
pulseiras de prata (muito barato), começamos a conversar com a vendedora que
estava bêbada e nos convidou para participar da festa deles, fomos, nos
divertimos e curtimos muito com os locais, foi uma experiência sem preço, algo
lindo, eles arriscavam o que sabiam em inglês, nos gritávamos qualquer coisa no
microfone e eles aplaudiam, dançamos, brincamos com as crianças.
Terminamos
muito bêbados, alem de todo o álcool que eles tinham, eu e George compramos
mais duas garrafas de “wiskhy” eles não paravam de nos servir.
Hora de ir
embora, Geoge não conseguia pedalar de tão embriagado, cada barro que passava
ele caia, em um dos tombos, quebrou um dente e ficou furioso com a Marta, dizia
que ela tinha que tomar conta dele.
Os turistas costumam ficar apenas
um dia em Don Det, eu estava adorando todos da ilha já me conheciam, resolvi
passar mais dois dias desfrutando da paz local e tomando cerveja todo o tempo,
Anna era bem parceira,
Nessas duas noites reencontrei Sophie, a francesa amiga
da Paulinha (amiga que estudou comigo todo o ensino fundamental e médio), e
dizíamos como podia ser possível, graças
ao facebook descobrimos isso, menina super divertida.
24/09
Destino Siem-Riep, antes de pegar
o ônibus, o pessoal estava cobrando US$ 30 pelo visto, sendo que o correto era
US$ 27, discuti com o pessoal e fui fazer os tramites do visto por minha conta,
ali e na fronteira. Na fronteira separaram o grupo pois alguns iam para
Penhon-Phen e outros para Siem-Riep, esperamos 3 horas por um ônibus horrível,
quando vc pensa que já passou pelos piores momentos da sua vida dentro de
ônibus, piora... nas ultimas horas estava a ponto de matar alguém, minha sorte
foi a Anna ali ao lado. Chegamos em Siem-Riep as três da manhã, eu já estava
puto, briguei no tuk tuk e na recepção do hotel.
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| fronteira entre Laos e Camboja. |






































se for para o laos, vai ser muito comum ver os monges, eles estão por todo lado, tente se controlar e não ficar tirando foto deles, eles são religiosos, pessoas como vc não uma atração turística.
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