domingo, 6 de abril de 2014

LAOS

Ônibus para o Laos:
Caminho bem longo e cansativo, fui com Byron e o japa nos últimos bancos, na parte debaixo onde mal podia beber água pois os acentos superiores eram muito próximos, entre ônibus e fronteira, foram 27 longas horas.  Atravessar a fronteira não foi nada divertido, pois eu e Byron não tínhamos dinheiro suficiente, os ATMs não estavam funcionando, os funcionários da fronteira como sempre não falavam inglês, estava chovendo muito... nada divertido, mas o japinha salvou nossas vidas emprestando dólares americanos para pagar o visto.
Chegando em Vientiane, tomamos um tuk tuk com uma galera até chegar na área dos hostels.

 Entrando no quarto do hostel, me deparo com um desenho do Fernando Pessoa e um frase dele: A “loucura que é mais sã que a feita delas”, obviamente,tirei uma foto e enviei para minha mãe (professora de português e literatura), na cabeça vem logo os pensamentos, toda essa dificuldade mais ela tava ali ao meu lado o tempo todo...

Saímos os três para jantar, tomar umas cervejas e rir de tudo que passamos antes de dormir uma ótima noite de sono.

Vientiane

Lugar bem legal, depois do Vietnã, deu uma impressão de ser super organizado e limpo. Eu e Byron alugamos bicicletas e fomos conhecer todos os pontos indicados nos guias, como sempre as bikes ajudaram muito, fomos a todos os pontos turísticos e museus em um só dia, e ao mesmo tempo nos divertindo pedalando pelo trânsito local.




 fechamos o dia com um por do sol espetacular, em um templo dourado, que refletia a cor dos raios solares, um espetáculo, e ainda de brinde umas nuvens com uma formação bem singular.


 Depois do sunset, fomos a um night-market jantar, comemos como ogros, um frango assado inteiro, muita salada e 5 tipos de linguiça, estávamos passando mal de tão cheios, mas fomos comprar a sobremesa, um tipo de gelatina ou sagu, não sei bem o que era, porem comemos tudo. 


Vang Vieng,:
Um lugar super charmoso, conhecido por uma festa no rio chamada tubing.





Eu e Byron pegamos um ônibus para Vang Vieng, cidade conhecida pelo “tubing”, uma festa que acontece todos os dias começa em um bar a margem de um rio e vai se deslocando ao longo do rio com boias de câmera de ar de caminhão e parando nos bares, atualmente são três bares, eram 25 mas muitas pessoas morreram por isso diminuíram o numero de paradas.




Nos instalamos no Jonhys guest house, o melhor!!
Chegamos na cidade por volta das 19h, me lembro pois estava todo mundo bêbado, voltando do tubing, conhecemos um pessoal e fomos todos comer um dos melhores sanduíches da minha vida, em uma carrocinha na esquina da guest house, existem varias carrocinhas, todas com o mesmo menu, mas esta era especial, sem duvidas a melhor, o casal q fazia os sanduíches, o mais simpáticos e amigáveis.
Fomos logo pra balada, muito boa as festas em Vang Vieng, na manhã seguinte fomos visitar uma caverna e a blue lagun, uma parte do rio onde se forma um poço bem fundo e dependendo da estação do ano, ele fica bem azul, encantando os turistas, tem também uma arvore  bem alta onde se pode subir e saltar e ainda uma corda para balançar e cair na água, vale muito a pena a vizita.






no Laos, se encontra algumas sinalizações bem singulares

Durante a tarde, fomos para o tubing, ou no nosso estilo, free tubing, pois não alugamos as boias,  creio que foi uma boa escolha pois conhecemos mais gente assim, fizemos muita bagunça nos bares, me diverti e diverti a galera. O primeiro bar tem campo de areia para futebol e vôlei, uma cesta de basquete e um pau bem alto que se alguém conseguir escalar ganha um drink, cada um tem uma atração.

No dia seguinte, caminhei por toda a cidade e como estava chovendo, nos restou ir para o tubing outra vez, no segundo bar, tinha um barranquinho que fiz muita lama com a mangueira e me jogava escorregando, a galera adorou e fez o mesmo, depois de todo sujo de barro ia jogar basquete e abraçava a mulherada as sujando todas fiz guerra no barro com todo mundo, fiz uma galera rolar no barro, foi muito divertido, galera delirou, escutava eles dizendo fuck crazy brazilian...  como estava sem boia, fui com uma doida e perdi a ultima entrada, não sabia que tinha uma galera nos seguindo que também perderam a saída, tivemos todos que caminhar um pouco até encontrar um tuk tuk que nos deixasse no centro.

Fomos os quatro (eu, Byron, Dee e Jane) para cachoeira, Byron caiu de moto com a Dee, cachoeira linda, um pouco longe, mas vale muito a pena ir, como sempre, lugares naturais purificam a alma. Fomos almoçar em um lugar bem legal, comida deliciosa, chicken salad Laos, chegando a gest house fomos tomar cerveja outra vez


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18/09
Eu e Byron fomos escalar com a Cia central climb pessoal bem legal e com equipamentos adequados, o instrutor era o Tom, gente fina. Fomos a um lugar lindo.

 Vang Vieng é considerado um dos melhores lugares do mundo para escalada em rochas, esporte fantástico, cheguei ao fim em quase todas as vias (que me foram apresentadas), faltando a ultima a qual tentei duas vezes, mais já estava sem força, senti músculos que não sabia existir. 


Na volta fomos tomar banho de rio para refrescar, suco de frutas e um jantar admirando o por do sol após a chuva, um show a parte.

No inicio da noite, encontrei Janne e Dee, tomamos algumas cervejas, eu e Janne começamos a discutir por opiniões opostas sobre homossexualidade e drogas,  por volta das 23h fui dormir. 
Ao acordar no dia 19/09 descobri que as 12:45 a policia chegou no bar onde estávamos e enquadrou o pessoal com um baseado, apreenderam três passaportes das cinco pessoas que estavam na mesa, a policia no sudeste asiático é muito corrupta, sempre tira vantagem dos turistas que são vistos como ricos, por volta das 11 h decidiram pagar 5.000.000 kips cerca de 750 dólares por pessoa para  pegar os passaportes e não ter de assinar nenhum B.O.

Eu já tinha acordado decidido a descer para Si Phan Don (cidade que vai para four thousand islands), conversei bastante com os donos da guest house, quando fiz meu check-out, me deram uma camiseta e me disseram que não me conheciam muito bem mais que me amavam,  certas experiências em viagens vividas com pessoas que você mal conhece realmente não tem preço, vou guardar aquela camiseta por muito tempo.

No ônibus a caminho de Vientiane não consegui conversar com Byron, sabia q ia me despedir... como foi bom conhecer aquele moleque, ótimo coração. Na rodoviária, ele teve de saltar no tuk tuk e eu correr para checar minhas passagens.

Todos tuk tuks queriam 100.000kip para me levar a rodoviária correta (os vendedores nunca te informar corretamente ou vendem a passagem certa), parei um senhor de caminhonete que me levou de graça, no caminho passamos por um lugar onde tinha uma caminhonete com um louco com o rosto coberto com a camiseta e outro exibindo uma metralhadora, fiquei bem abaixado. Chegando a rodoviária, peguei um ônibus para Pakse e outro para Si Phan Don, 15 h entre espera e os ônibus, até chega no píer para pegar o "barco" para Don Det. 

Na travessia conheci três meninas uma era a Anna (USA), dividimos o bangalow e curtimos toda tarde e noite juntos, por do sol em um bar as margens do rio Mekong, com algumas cervejas, Anna, uma jamaicana e uma belga, muito boa a companhia das meninas..


Eu e Anna acordamos bem cedo e fomos encontrar dois doidos de Barcelona para alugar bikes e ir explorar a ilha. Curtimos muito o passeio de bicicleta, visitar as corredeiras do Mekong, a tríplice fronteira entre Laos, Camboja e Tailândia, nessa área, pode tomar um barquinho e ir ver os golfinhos de água doce, as meninas foram, eu e George ficamos tomando cerveja



, para pagar a conta da cerveja, o barco das meninas e a corrupção (pois os golfinhos estão no lado do Camboja, sendo assim tem de pagar dois dólares por pessoa para ver os golfinhos) foi bem complicado, o pessoal do bar não entendia a conta, não sabiam nos dar o troco e obvio, não falavam nada de inglês, fizemos a conta no chão de terra, mas eles continuaram sem entender, foi ai que me dei conta que eles tem outro alfabeto, de um lado da nota, tem o nosso alfabeto, do outro tem o deles, sendo assim tivemos que procurar os números q precisávamos, trocar pelo símbolo deles e ai sim mostrar o resultado da conta, ufa, isso tudo por algo inferior a 10 dólares, mas no final é engraçado. 


Almoçamos e na volta pra casa, Marta parou para comprar umas pulseiras de prata (muito barato), começamos a conversar com a vendedora que estava bêbada e nos convidou para participar da festa deles, fomos, nos divertimos e curtimos muito com os locais, foi uma experiência sem preço, algo lindo, eles arriscavam o que sabiam em inglês, nos gritávamos qualquer coisa no microfone e eles aplaudiam, dançamos, brincamos com as crianças.



Terminamos muito bêbados, alem de todo o álcool que eles tinham, eu e George compramos mais duas garrafas de “wiskhy” eles não paravam de nos servir.

 Hora de ir embora, Geoge não conseguia pedalar de tão embriagado, cada barro que passava ele caia, em um dos tombos, quebrou um dente e ficou furioso com a Marta, dizia que ela tinha que tomar conta dele.
Os turistas costumam ficar apenas um dia em Don Det, eu estava adorando todos da ilha já me conheciam, resolvi passar mais dois dias desfrutando da paz local e tomando cerveja todo o tempo, Anna era bem parceira,


Nessas duas noites reencontrei Sophie, a francesa amiga da Paulinha (amiga que estudou comigo todo o ensino fundamental e médio), e dizíamos  como podia ser possível, graças ao facebook descobrimos isso, menina super divertida.
Em Don Det, por 5 dólares encontra um bungalow encima do rio Mekong com essa vista:



24/09
Destino Siem-Riep, antes de pegar o ônibus, o pessoal estava cobrando US$ 30 pelo visto, sendo que o correto era US$ 27, discuti com o pessoal e fui fazer os tramites do visto por minha conta, ali e na fronteira. Na fronteira separaram o grupo pois alguns iam para Penhon-Phen e outros para Siem-Riep, esperamos 3 horas por um ônibus horrível, quando vc pensa que já passou pelos piores momentos da sua vida dentro de ônibus, piora... nas ultimas horas estava a ponto de matar alguém, minha sorte foi a Anna ali ao lado. Chegamos em Siem-Riep as três da manhã, eu já estava puto, briguei no tuk tuk e na recepção do hotel.
fronteira entre Laos e Camboja.




Um comentário:

  1. se for para o laos, vai ser muito comum ver os monges, eles estão por todo lado, tente se controlar e não ficar tirando foto deles, eles são religiosos, pessoas como vc não uma atração turística.

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