sexta-feira, 4 de abril de 2014

MALASYA

MALASYA:
Cheguei ao cair da noite em Kuala Lumpur (KL), como toda cidade na Ásia (ou sudeste asiático) a noite é assustadora, no aeroporto peguei um trem (desses bem precários, chacoalhava, de dar medo) para a estação e assim descer próximo ao local onde ficam os backpackers, uma doideira, porém ao chegar na rua dos BP, percebi a loucura de verdade, bares e pubs para todo lado, pessoas te chamando para beber e curtir, na hora já pensei: “tô em casa, aqui o pessoal vai falar inglês vai ser fácil!!”



Primeiro dia em KL, para um índio como eu, só mais uma cidade grande e cinza com trânsito, shoppings, bancos, arranha-céus (onde atualmente está o mais alto do mundo).


Segundo dia, city tour com direito a little India, Chinatown, palácio do rei, museu, o tour é bem eficiente e custa certa de 10 dólares..











 Na volta, sol na laje com uma espanhola, Paula... estávamos tomando um sol quando o gerente apareceu e perguntou: “por que vocês querem trocar de cor?? Branco é mais bonito.”  Para os asiáticos, quanto mais branco for sua pele mais bonito você é.

Depois da laje, metrô e 9 longas horas de ônibus  (nessa época, eu não sabia o que ainda me aguardava no sudeste asiático) até a ilha Perhentian, ao norte. Numa determinada parte do caminho, o ônibus parou, trocaram os motoristas, eu e Nyara fomos “obrigados” a seguir viagem no carro particular do primeiro motorista até chegar ao lugar onde se pega a “lancha”para a ilha. 45km, uma hora de tensão e às 4h da madrugada chegamos em uma espécie de coreto esperando as agências abrirem para pegar a lancha, por ali mesmo dormi como uma criança. Às 7h entrei no barco, e logo depois fui presenteado com um nascer do sol inacreditável, lindo, fantástico. Que presente, depois de alguns dias em lugares cinzas e barulhentos. Sim as cores ainda existiam.


Ao chegar na ilha Perhentian, correria para encontrar local onde pudesse dormir. Encontramos um bem rústico, eu adorei e ainda não sabia, mais ali estavam acabando meus dias de água quente.



Praia, bora pra praia, nadei, nadei muito, mergulhei em meio a muitos corais, nunca tinha visto algo assim. Nesta ilha existem muitos cursos de mergulho e lugares fantásticos para desfrutar as maravilhas subaquáticas. Descobri onde os barcos iam para fazer as aulas, não tive duvidas, nadei cerca de 15 minutos mar a dentro, ali estava eu, apenas com meu óculos de natação no meio dos alunos com todos os equipamentos. 



Para descansar, nadei até as rochas e escalei e na hora de descer, fiz o caminho mais curto obviamente, saltando de uns 6, 7 metros, de lá, fiz um vídeo com a GoPro mostrando a arte pra minha mãe, mas nunca pude vê-lo por problemas com os cartões de memória (a minha mãe viu, sorte dela....). 


Conheci um tiozinho bem magrinho que me convidou para fazer mergulho livre com tubarões, aceitei na hora, às 14h fomos em busca dos peixinhos zangados (como ele os chamava), eu dizia: são filhotes  e ele me respondia: então é bom ter cuidado pois a mãe está ao redor. Voltei à cabana às 17h, bem cansado, hora da rede. Jantei com a Nyara, ela foi dormir e eu procurar alguém pra tomar cerveja e conversar.

Vi um dos melhores espetáculos da minha vida, uma lua cheia que brilhava como o sol.





Segundo dia na ilha: um passeio ao redor da ilha, cada cenário, mergulho indescritível, mergulhei ao lado de tartarugas, peixe palhaço, cada espécie de peixe mais curiosa que a outra, cada cor, cada ser vivo embaixo da água (sempre adorei montanhas e tive a curiosidade de saber como é estar no topo do Everest, topo do mundo, este dia tive vontade também de ir ao ponto mais fundo), com certeza um dos melhores dias da minha vida.










Quando fomos arrumar a mochila para partir no dia seguinte, descobrimos que fomos furtados, minha parte: NZ$ 150,00, Nyara AU$ 450,00 e mais todo o dinheiro da Malasya, cerca de 100 dólares. Estragou o clima da ilha, era lua cheia e choveu, ninguém aproveitou nada, eu estava ao lado de fora, vi uma tartaruga enorme na areia desovando, cena linda!!


Mais um dia de praia e mergulho livre antes de pegar o barco às 16h, vida fácil.

Ao tentar fazer o check-in para voar de KL para Saigon-Viatnã descobrimos que não bastava somente pagar a taxa de 19 dólares pelo visto como se diz na internet, são 19 a serem pagos antecipadamente para receber (ou comprar) uma carta te convidando a visitar o Vietnã. Para receber esta carta no mesmo dia, tinha outra taxa de US$ 49,00, como era sábado, existia outra taxa de apenas US$ 132,00... não existia outra saída a não ser pagar os US$ 200,00 pelo visto, ou perder a passagens, comprar outra, tempo de metrô, mais alguns dias em KL... a carta chega no minuto que você efetua o pagamento, quase uma mensagem automática.

Um comentário:

  1. Logo após ser roubado ver essa tartaruga...
    Como se a própria natureza se encarregasse de te recompensar.
    Como se a natureza te dissesse: Liga pra isso não, vc tá no caminho certo!!
    Bem louco!!

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