MALASYA:
Cheguei ao cair da
noite em Kuala Lumpur (KL), como toda cidade na Ásia (ou sudeste asiático) a
noite é assustadora, no aeroporto peguei um trem (desses bem precários, chacoalhava,
de dar medo) para a estação e assim descer próximo ao local onde ficam os
backpackers, uma doideira, porém ao chegar na rua dos BP, percebi a loucura de
verdade, bares e pubs para todo lado, pessoas te chamando para beber e curtir,
na hora já pensei: “tô em casa, aqui o pessoal vai falar inglês vai ser
fácil!!”
Primeiro dia em KL,
para um índio como eu, só mais uma cidade grande e cinza com trânsito, shoppings,
bancos, arranha-céus (onde atualmente está o mais alto do mundo).
Segundo dia, city tour com direito a little India, Chinatown, palácio do rei, museu, o tour é bem eficiente e custa certa de 10 dólares..
Na volta, sol na laje com uma espanhola, Paula... estávamos tomando um sol
quando o gerente apareceu e perguntou: “por que vocês querem trocar de cor??
Branco é mais bonito.” Para os
asiáticos, quanto mais branco for sua pele mais bonito você é.
Depois da laje, metrô
e 9 longas horas de ônibus (nessa época,
eu não sabia o que ainda me aguardava no sudeste asiático) até a ilha
Perhentian, ao norte. Numa determinada parte do caminho, o ônibus parou,
trocaram os motoristas, eu e Nyara fomos “obrigados” a seguir viagem no carro
particular do primeiro motorista até chegar ao lugar onde se pega a
“lancha”para a ilha. 45km, uma hora de tensão e às 4h da madrugada chegamos em
uma espécie de coreto esperando as agências abrirem para pegar a lancha, por
ali mesmo dormi como uma criança. Às 7h entrei no barco, e logo depois fui
presenteado com um nascer do sol inacreditável, lindo, fantástico. Que
presente, depois de alguns dias em lugares cinzas e barulhentos. Sim as cores
ainda existiam.
Ao chegar na ilha
Perhentian, correria para encontrar local onde pudesse dormir. Encontramos um
bem rústico, eu adorei e ainda não sabia, mais ali estavam acabando meus dias
de água quente.
Praia, bora pra praia,
nadei, nadei muito, mergulhei em meio a muitos corais, nunca tinha visto algo
assim. Nesta ilha existem muitos cursos de mergulho e lugares fantásticos para
desfrutar as maravilhas subaquáticas. Descobri onde os barcos iam para fazer as
aulas, não tive duvidas, nadei cerca de 15 minutos mar a dentro, ali estava eu,
apenas com meu óculos de natação no meio dos alunos com todos os equipamentos.
Para descansar, nadei até as rochas e escalei e na hora de descer, fiz o
caminho mais curto obviamente, saltando de uns 6, 7 metros, de lá, fiz um vídeo
com a GoPro mostrando a arte pra minha mãe, mas nunca pude vê-lo por problemas
com os cartões de memória (a minha mãe viu, sorte dela....).
Conheci um
tiozinho bem magrinho que me convidou para fazer mergulho livre com tubarões,
aceitei na hora, às 14h fomos em busca dos peixinhos zangados (como ele os
chamava), eu dizia: são filhotes e ele
me respondia: então é bom ter cuidado pois a mãe está ao redor. Voltei à cabana
às 17h, bem cansado, hora da rede. Jantei com a Nyara, ela foi dormir e eu
procurar alguém pra tomar cerveja e conversar.
Vi um dos melhores espetáculos da minha vida, uma lua cheia que brilhava como o sol.
Vi um dos melhores espetáculos da minha vida, uma lua cheia que brilhava como o sol.
Segundo dia na ilha:
um passeio ao redor da ilha, cada cenário, mergulho indescritível, mergulhei ao
lado de tartarugas, peixe palhaço, cada espécie de peixe mais curiosa que a
outra, cada cor, cada ser vivo embaixo da água (sempre adorei montanhas e tive
a curiosidade de saber como é estar no topo do Everest, topo do mundo, este dia
tive vontade também de ir ao ponto mais fundo), com certeza um dos melhores dias
da minha vida.
Quando fomos arrumar a
mochila para partir no dia seguinte, descobrimos que fomos furtados, minha
parte: NZ$ 150,00, Nyara AU$ 450,00 e mais todo o dinheiro da Malasya, cerca de
100 dólares. Estragou o clima da ilha, era lua cheia e choveu, ninguém
aproveitou nada, eu estava ao lado de fora, vi uma tartaruga enorme na areia
desovando, cena linda!!
Mais um dia de praia e
mergulho livre antes de pegar o barco às 16h, vida fácil.
Ao tentar fazer o
check-in para voar de KL para Saigon-Viatnã descobrimos que não bastava somente pagar a taxa de 19 dólares pelo
visto como se diz na internet, são 19 a serem pagos antecipadamente para
receber (ou comprar) uma carta te convidando a visitar o Vietnã. Para receber
esta carta no mesmo dia, tinha outra taxa de US$ 49,00, como era sábado,
existia outra taxa de apenas US$ 132,00... não
existia outra saída a não ser pagar os US$ 200,00 pelo visto, ou perder a
passagens, comprar outra, tempo de metrô, mais alguns dias em KL... a carta
chega no minuto que você efetua o pagamento, quase uma mensagem automática.




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Logo após ser roubado ver essa tartaruga...
ResponderExcluirComo se a própria natureza se encarregasse de te recompensar.
Como se a natureza te dissesse: Liga pra isso não, vc tá no caminho certo!!
Bem louco!!